VBP do Agro cresce em 2019, mas lucro do produtor deve ser menor

As expectativas do agronegócio são altas para o ano de 2019. As perspectivas apontam que o Brasil irá registrar uma boa safra de grãos no ano, o que deve movimentar o mercado, mesmo com algumas dificuldades climáticas enfrentadas nesse final de ano com a falta de chuvas em algumas regiões produtoras no país.

“Em termos de estimativas de produção esse veranico ainda não teve influencia oficial. A estimativa oficial da Conab aponta recorde com produção 4,6% maior do que a anterior. Temos que torcer para que o clima melhor agora e na segunda safra. Em isso acontecendo eu acredito que as perspectivas são muito boas para 2019 em termos de volume produzido e em renda da agricultura”, diz Marcos Favas Neves, professor de agronegócios da USP e da FGV.

Por outro lado, o rendimento do produtor deve ficar abaixo do apresentado na safra passada, uma vez que o dólar alto e o aumento nos custos de produção impactaram o campo no momento de implantar as culturas. “O lucro da agricultura já não é a mesma perspectiva da safra passada. Os produtores fizeram compras de insumos com o real mais desvalorizado com relação ao dólar e com a confiança e investimentos no Brasil voltando, eu acredito em uma valorização do real no momento de venda da safra. Também tivemos questões de doenças que precisaram de mais aplicações e o custo de transporte mais elevado. No geral, a margem é pior, mas o volume de recursos tende a igualar ao da safra passada”, afirma Neves.

A chave para equilibrar as contas e aumentar a rentabilidade do produtor pode estar no uso cada vez maior de tecnologias e inovações nas lavouras. “A agricultura brasileira tem uma oportunidade muito grande de ampliar sua produtividade para o mercado interno que vai ser muito melhor no ano que do que foi esse ano e toda a questão do mercado internacional que o Brasil tem capacidade para vender 1 trilhão e 200 milhões nos próximos 10 anos, mas a questão de preços é está que está colocada. Então precisamos trabalhar na questão das margens que envolve um governo enxuto e eficiente, um transporte eficiente e, na questão da produtividade, esse tsunami de inovações que está acontecendo e permitem que a agricultura faça uma gestão por metro quadrado, aplicação localizada de produtos, atividades circulares e aplicativos e softwares de compartilhamento para ativos e colheitas”, pontua Marcos.

Esse cenário se apresenta após o país ter registrado um 2018 positivo na agricultura nacional de acordo com a avaliação do professor. “É uma avaliação bastante positiva. Tivemos alguns pontos negativos ligados ao clima que nos atrapalhou para bater o recorde de produção de grãos tirando uns 10 milhões de toneladas do milho e prejudicou a cana, mas no geral, para soja e algodão foi excelente, outras culturas foram bem. Também tivemos uma desvalorização cambial que fez com que, em reais, algumas margens fossem possíveis de serem atingidas. Foi uma produção bastante boa que pode ajudar a movimentar a economia e controlar a inflação. Foi um ano positivo sob a ótica de produção, preços, econômica com a volta do crescimento do Brasil e na política com o processo eleitoral e a esperança de organização maior do Brasil”.

CHINA

Para o ano que vai se iniciar na próxima semana a China deve continuar sendo de intensa importância para o agronegócio brasileiro. Um dos pontos que deve interferir nas nossas relações com a potência asiática é o aumento nos casos de peste africana nos suínos chineses.

“A China está comprando mais suínos do Brasil e o preço aumentou cerca de 8% em virtude desse problema. Eles já abateram 1 milhão de animais por essa doença que não tem cura. A grande reflexão é que não sabemos o grau em que isso vai atingir ao longo do ano. Se a China, que produz 50% dos suínos mundiais, precisar abater muitos animais ela não só vai precisar importar muito mais carne suína do Brasil, como vai ter que migrar para outras carnes também. Puxando suínos do Brasil acaba puxando grãos também, porque o suíno é o grão transformado. Os chineses comprariam um pouco menos da nossa soja para fazer a ração lá e compraria mais suínos no Brasil. É um cenário favorável para o setor de carnes e desfavorável para a exportação de grãos, mas também favorável para a produção interna de rações no Brasil ”, explica Marcos Favas Neves.

A guerra comercial entre China e Estados que marcou as relações comerciais mundiais em 2018 também refletiram nas terras brasileiras. Se chineses e americanos vem enfrentando problemas de importações e exportações entre si, o saldo do conflito para o Brasil foi positivo. “A guerra comercial entre China e Estados Unidos foi muito favorável para o Brasil nesse ano. A China, em novembro de 2017, comprou 18% do que o agronegócio brasileiro vendeu para o mundo, nesse novembro foram 35%. A exportação de soja para a China cresceu 32%, celulose 60%, algodão 140% e carnes 50%. O fluxo comercial aumentou demais e a China vem se consolidando como o principal comprador de produtos do agro brasileiro. Por tanto, não podemos ter nenhuma agressividade com relação à China. O Brasil tem que ser amigo de todo mundo, exportando o que todo mundo quiser e sem criar confusões agora”, aconselha Neves.

Fonte: noticiasagricolas.com.br

No Estadão: Gigante dos alimentos se aproxima de startups

Mesmo uma boa receita de família às vezes só sobrevive se for adaptada ao paladar das novas gerações. Com mais de 65 anos, a fabricante cearense M. Dias Branco, dona das marcas Adria, Piraquê, Isabela e de outros rótulos mais fortes no mercado nordestino, decidiu este ano que era hora de procurar parcerias para investir em inovação.

A fabricante, que responde por um terço das vendas de massas secas e de biscoitos no País, promoveu, neste semestre, a primeira edição do Germinar – um programa que conectou a companhia a startups. O objetivo era descobrir projetos para ampliar o portfólio de produtos da fabricante. 

A ideia nasceu em um processo iniciado alguns meses antes, com uma viagem de executivos a polos de inovação globais, incluindo o Vale do Silício, na Califórnia (EUA), que abriga as maiores empresas de tecnologia do mundo.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão

Agronegócio ganha apoio vindo dos céus

or: SNA – SOCIEDADE NACIONAL DE AGRICULTURA
Publicado em 24/12/2018 às 17:56h

Imagens espaciais serão utilizadas nos estudos da produção de alimentos

O agronegócio brasileiro ganhou um precioso apoio vindo das alturas. Cooperação entre a Embrapa e a Força Aérea Brasileira (FAB) vai viabilizar a operação do Carponis-1, satélite brasileiro de alta resolução, capaz de gerar imagens com detalhes de até 70 cm e de dar uma volta ao redor do planeta a cada uma hora e meia.

As imagens espaciais serão utilizadas nos estudos da produção de alimentos, fibras e energia no País. A Embrapa Territorial   (SP) utiliza imagens de satélites em seus trabalhos há quase 30 anos. No entanto, a dependência de imagens de alta resolução adquiridas por satélites controlados por outros países impõe limitações, além de custos elevados.

De acordo com o tenente Bruno Mattos, da FAB, o satélite brasileiro tem potencial para gerar uma economia de mais de 75% no custo por quilômetro quadrado das imagens, em comparação aos valores pagos pelo governo em licitações.

Até então, trabalhava-se com as imagens que estão disponíveis nos catálogos das empresas que as comercializam. Outra possibilidade é encomendar os registros, porém, isso demanda tempo entre a solicitação e a entrega.

A operação de um satélite pelo Brasil possibilitará mais autonomia e rapidez. “Poderemos programar e direcionar o satélite para aquisição de imagens de alvos específicos. Isso evitará a compra de imagens obsoletas e otimizará o tempo de resposta no recebimento dessas imagens”, observa a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, Lucíola Magalhães. Ela também é membro do Grupo de Assessoramento da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistema Espaciais, colegiado que articula o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE).

ILPF e aquicultura

O diferencial do Carponis-1 está na alta resolução espacial e temporal. A previsão é que os sensores acoplados ao satélite gerem imagens nítidas abaixo de um metro e com intervalo de três a cinco dias. Hoje, o Brasil opera apenas um sistema espacial, em parceria com a China. Mas a melhor resolução obtida a partir dele é de cinco metros e intervalo de até 26 dias entre os registros.

Para se ter uma ideia do ganho com a escala submétrica, nas imagens com resolução de quatro metros, cada pixel equivale a uma área de 16 metros quadrados. Já as de um metro de resolução refletem 1 metro quadrado por pixel. Com imagens melhores e mais facilmente disponíveis, a Embrapa Territorial espera avançar, por exemplo, no monitoramento das áreas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), sistema produtivo em expansão no País.

“É muito difícil com satélites de média resolução conseguir identificá-las. Mesmo com os de alta resolução, esse mapeamento não vai ser uma tarefa simples”, adianta Magalhães.

Os trabalhos com aquicultura também seriam beneficiados com um satélite brasileiro de alta resolução. Atualmente, a Embrapa está desenvolvendo um sistema de inteligência territorial estratégico para o segmento. O primeiro passo é identificar, em imagens espaciais, a localização dos tanques escavados para criação de animais aquáticos.

“Quando você trabalha com imagens de média ou baixa resolução, é difícil ter certeza de que determinado ponto corresponde a um tanque para aquicultura, tendo em vista os diferentes tipos existentes”, conta a chefe-adjunta. A expectativa é que, com material de melhor definição, o trabalho ganhe assertividade.

IBGE estima queda de 5,5% na safra de grãos deste ano

Fonte: Agência Brasil

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do país deve fechar 2018 com queda de 5,5% na comparação com as 240,6 milhões de toneladas do ano passado – número recorde.

Segundo previsão de novembro feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção deste ano deverá ficar em 227,3 milhões de toneladas.

A previsão é 0,1% superior a feita pela pesquisa de outubro do IBGE. A queda da produção de 2017 para 2018 deverá ser puxada principalmente pelo milho (-17,8%), arroz (-5,6%), feijão (-9,8%) e sorgo (-5,4%). A soja, com uma alta de 2,6%, deve evitar uma queda mais acentuada, assim como o algodão herbáceo (28,6%) e o trigo (34%).

Além dos grãos, o IBGE também analisa produtos importantes para a agricultura brasileira, como cana-de-açúcar, café e laranja. A maior lavoura brasileira, a cana-de-açúcar, deve fechar o ano com 675 milhões de toneladas, uma queda de 1,8%.

Também deverão ter recuo a laranja (-8,3%), mandioca (-3,5%), banana (-5,2%), batata-inglesa (-8,4%) e uva (-13,6%). Ao mesmo tempo, são esperadas altas para o café (28,7%) e o tomate (1,2%).

Incra divulga Instrução sobre processo de seleção das famílias do PNRA

Estadão Conteúdo21/12/18 – 15h30

Brasília, 21 – O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) divulgou nesta sexta-feira, 21, no Diário Oficial da União (DOU) informações sobre o processo de seleção das famílias beneficiárias do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

A Instrução Normativa nº 93/2018 dispõe sobre inscrições, fases e classificação do processo de seleção, além de vedações à participação no Programa Nacional de Reforma Agrária.

A inscrição no Processo de Seleção para o PNRA será realizada em local previamente definido pela Superintendência Regional do Incra, podendo ser realizada nas suas unidades físicas ou no sítio eletrônico da autarquia.

Registrado primeiro biofertilizante do Brasil

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems
Publicado em 20/12/2018 às 11:34h

Produzido por meio da fermentação biológica do melaço de cana

Foi registrado pela empresa brasileira Microquimica o primeiro “biofertilizante” desenvolvido no País. Trata-se do Vorax (L-glutâmico), produto com ação bioestimulante produzido a partir de um processo de fabricação envolvendo fermentação biológica.

O diretor técnico da empresa, Roberto Berwanger Batista, revela que o registro não é um marco apenas para a Microquimica: “É também para a agricultura brasileira e para o setor de fertilizantes, pois abre oficialmente uma nova classe de produtos regulamentados para uso no país, que auxiliam as plantas a expressarem seu potencial produtivo e adicionalmente ajudam a tornar a agricultura mais sustentável”

Ele revela que o processo levou mais de cinco anos para ser concluído, com muitas pesquisas em várias culturas e alto investimento.  “Temos ensaios agronômicos que posicionaram o Vorax em 10 cultivos agrícolas diferentes, que atestam sua eficiência, trazendo grande segurança ao agricultor e ótimos retornos financeiros”.

O biofertilizante Vorax é produzido por meio da fermentação biológica do melaço de cana para estimular o metabolismo das plantas e reduzir perdas de produtividade. Sua dose é bastante reduzida e seus efeitos nas plantas é diferente dos fertilizantes convencionais, que se baseiam nas quantidades necessárias de nutrientes.

Batista destaca que o principal ingrediente ativo do produto, o aminoácido chamado ácido L-glutâmico, age diretamente no metabolismo vegetal. “Esses efeitos são bastante diferentes dos nutricionais e são observados com doses muito baixas de aplicação. As doses variam de 30 a 100 ml por hectare e ativam três metabolismos nas plantas, do nitrogênio, do carbono e o oxidativo, gerando maior crescimento e produtividade”, conta Batista, que afirma que este é o grande diferencial do produto, que motivou a busca do enquadramento na classe adequada. “E essa classe é a de Biofertilizantes, não a de Fertilizantes”.

A Microquimica revela que investiu perto de R$ 1 milhão em pesquisas, análises e estrutura ao longo desse processo de registro. “Esse valor é algo impensável em se tratando de fertilizantes, onde os registros são obtidos praticamente sem custos inerentes ao processo. Por isso o registro é bastante relevante para nós, pois nos mostra que com nossa convicção e resiliência, finalmente, chegamos ao resultado que pretendíamos”, diz Batista.

De acordo com ele, com o registro, as vendas também devem ser bastante expressivas: “Como atuamos em praticamente todo o país, nas principais culturas, nossa expectativa é tratar, já na safra 2018\2019, até um milhão de hectares, com maior peso da cultura da soja, onde temos 28 trabalhos, com incremento médio de cinco sacos por hectare, frente um custo adicional, de cerca, de 17 kg de grãos de soja. É um retorno acima de 20 vezes o investimento, bastante vantajoso para o produtor rural”.

CNA debate definição de alimentos artesanais

Para discutir os requisitos de definição de alimentos artesanais e a regulamentação do selo ARTE, a Confederação da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) participou, na terça (18), da primeira reunião do grupo de trabalho criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para debater o tema.

A definição do conceito desses produtos para a criação da identificação do selo ARTE atende à Lei 13.680/2018, que permite a comercialização de produtos artesanais de origem animal em todo o País, desde que submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos Estados e do Distrito Federal. 

O grupo técnico de trabalho conta com a participação da CNA, Mapa e outras entidades da cadeia produtiva, englobando produção primária, agroindústrias e consumidores.

Para a assessora técnica da Comissão Nacional de Empreendedores Familiares Rurais da CNA, Marina Zimmermann, a definição dos critérios irá beneficiar pequenos e médios produtores de alimentos produzidos de forma artesanal, com características e métodos tradicionais ou regionais próprios, boas práticas agropecuárias e de fabricação.

“Estamos trabalhando para definir o que é alimento artesanal e quais os requisitos para que esse alimento seja artesanal. O grupo técnico vai elaborar esse regulamento de uma forma a abranger o público de produtores empreendedores familiares rurais, contemplando as boas práticas agropecuárias”, destacou.

O potencial do mercado desses produtos vem crescendo a cada ano. Além de conferir sabor especial às receitas, a produção desses alimentos contribui para o desenvolvimento rural e para a fixação das famílias no meio rural.

O assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Leite da CNA, Thiago Rodrigues, também participou da reunião. “A regulamentação do selo ARTE vai possibilitar ao consumidor a segurança de que todo o processo é realizado de forma artesanal e tradicional. Além disso, potencializará o aumento de renda para o produtor rural”, concluiu.

Fonte: noticiasagricolas.com.br

PIB da agropecuária terá aumento mais modesto, abaixo de outros setores, prevê Ipea

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) – O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária do Brasil poderá crescer até 2 por cento em 2019, após um crescimento de 0,9 por cento estimado para 2018, de acordo com projeções divulgadas nesta quinta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

O Ipea disse ainda, com base em projeções de produção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que a perspectiva é de que o setor agropecuário apresente crescimento abaixo da média da economia, após ter sido um destaque positivo em anos de recessão econômica no Brasil. De outro lado, há expectativa de recuperação em outros segmentos econômicos.

“A base (da agropecuária) é muito elevada em 2017 e o PIB agro cresceu naquele ano 12 por cento, e o sarrafo (base) ficou alto. O nosso cenário é bom, mas pode ser revisado mais para frente”, disse o economista e diretor do Ipea, José Ronaldo de Castro, a jornalistas nesta quinta-feira, explicando o crescimento mais baixo projetado para 2018.

O Ipea prevê que o PIB do Brasil cresça 1,3 por cento este ano e 2,7 por cento, em 2019.

Ele citou ainda alguns problemas registrados na indústria de carne de frango, um mercado que o Brasil lidera na exportação, mas que teve retração em embarques neste ano, em meio a embargos da União Europeia. A greve dos caminhoneiros em maio também afetou o setor.

Castro citou ainda a forte concorrência da Ásia no mercado de açúcar, outro produto em que o Brasil detém uma liderança. As exportações brasileiras vão despencar em 2018.

“Há dificuldades de penetração da carne de frango do Brasil por conta de barreiras não tarifárias gerando um impacto direto no desempenho e causando até o fechamento de plantas industriais aqui no Brasil dedicadas ao abate de animais”, disse.

Os embarques de carne de frango do Brasil devem fechar 2018 em queda de 5,1 por cento, uma retração maior do que a esperada, segundo a associação do setor ABPA.

“No caso da cana-de-açúcar, vê-se um aumento da oferta global e concorrência dos asiáticos, que cresceu fortemente e jogou o preço do açúcar para baixo…”, completou.

Do lado positivo, o Brasil ampliou fortemente seus embarques de soja e carne bovina em 2018, mercados que foram beneficiados pelo crescimento de embarques para a China. As exportações desses produtos bateram recordes neste ano.

De qualquer forma, ele vê a possibilidade de uma melhora na projeção, dependendo do clima para o desenvolvimento da safra atual.

Considerando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as previsões para o PIB da agropecuária são mais modestas, de aumento de 0,6 por cento em 2018 e de 0,9 por cento em 2019.

Fonte: noticiasagricolas.com.br

Embrapa registra nematoide para controle biológico

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems
Publicado em 19/12/2018 às 14:20h

O produto foi registrado na categoria “Agricultura Orgânica – Produtos Fitossanitários com Uso Aprovado para a Agricultura Orgânica”

O nematoide Deladenus siricidicola, que é principal forma de combate à vespa-da-madeira, conseguiu o seu registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Agora chamado comercialmente de Nematec, o novo produto promete um controle eficáz a esta praga que está causando prejuízos em vários dos plantios de pínus no país,

De acordo com Marcelo Bressan, Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Mapa, o processo de registro levou seis anos e passou por diversas fases de análise. “A ação da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para registrar o produto demonstra a seriedade do trabalho em cumprimento à legislação brasileira, além de ser um ponto importante para ajudar a difundir a tecnologia, que agora possui rótulo, bula com indicação de uso, entre outros requisitos importantes”, comenta. 

Segundo as informações divulgadas pela Embrapa, o produto foi registrado na categoria “Agricultura Orgânica – Produtos Fitossanitários com Uso Aprovado para a Agricultura Orgânica”. Nesse cenário, o Mapa informou que “os agrotóxicos ou afins que tiverem em sua composição apenas produtos permitidos na legislação de orgânicos, recebem, após o devido registro, a denominação de produtos fitossanitários com uso aprovado para a agricultura orgânica”. 

O Chefe-geral da Embrapa Florestas, Edson Tadeu Iede, ressalta a importância dessa aprovação dizendo que a vespa-da-madeira é a principal praga de plantios de pinus no País. “Chegamos a uma média de 70% de parasitismo da praga e, em alguns locais, a até 100%. O uso do Nematec é extremamente eficaz, além de não prejudicar o meio ambiente”, indica.

AEAPA entrega outorgas a profissionais de destaque em 2018

A Associação dos Engenheiros Agrônomos do Pará (Aeapa) entregou as outorgas do ano de 2018, em que reconhece os profissionais que tiveram destaque na área da agronomia no Pará, na noite desta sexta-feira (30). Ao todo, dezessete profissionais receberam homenagens.

Presidente da Aeapa, Mérisson Rezende de Morais, conta que a premiação é importante para que profissionais do ramo tenham o trabalho reconhecido. “A importância disso é valorizar o profissional da agronomia do estado do Pará. Essa missão é o que faz a associação existir, no sentido de valorizar o profissionais que se destacam no ramo profissional, mas também aqueles que dão uma grande colaboração à classe agronômica”, ressalta. 

Neste ano, Dilson Augusto Capucho Frazão foi o escolhido para receber a comenda de Engenheiro Agronômo de 2018. “Esse é um prêmio que realmente nos envaidece pelo reconhecido da Associação dos Engenheiros Agrônomos pelo trabalho que nós temos realizado ao longo de tantos anos de profissão”, conta o engenheiro, que já soma 50 anos de profissão e trabalhou, por muito tempo, na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).