Engenheiro Agrônomo é indicado ao Prêmio Nobel.

O Engenheiro Agrônomo Alysson Paolinelli está sendo indicado para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz em campanha coordenada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) e com apoio de várias intuições.

Graduado em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura de Lavras em 1959, Alysson foi ministro da agricultura (1974-1979) e um dos atores da revolução do setor agropecuário brasileiro através da construção e fortalecimento das instituições de pesquisa capitaneado pela Embrapa.

As inovações produzidas pela pesquisa agropecuária pública resultaram na mudança de um país importador de alimentos, para se tornar um dos maiores produtores mundiais de proteína animal e vegetal, com superávits recordes na balança comercial brasileira.

Em 2006 ganhou o prêmio World Food Prize, prêmio equivalente ao Nobel da alimentação. Alysson foi deputado federal constituinte eleito em 1986, Presidente da Confederação Nacional da Agricultura CNA. Atualmente é Presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (ABRAMILHO), Terceiro Titular da Cátedra da Luiz de Queiroz Esalq-USP (2020-2021) e Presidente da Academia Brasileira de Ciências Agronômicas (ABCA), entidade que reúne Engenheiros Agrônomos com relevantes serviços prestados ao fortalecimento da classe agronômica e progresso da agropecuária brasileira.

O ex-Ministro Alysson Paolinelli tem participado das atividades da CONFAEAB como o CBA Rio 2019 (foto), a LIVE do Dia do Engenheiro Agrônomo em outubro 2020 e apoiado a parceria da ABCA com a CONFAEAB.

Alysson Paolinelli tem sido um colaborador na discussão sobre fortalecimento das instituições públicas, sustentabilidade da agricultura, pesquisa e inovação na agricultura tropical.

Brasil faz ofensiva por mercados para carne

Ministra da Agricultura chegou antes do presidente Bolsonaro para cortejar mercado de mais de 1,3 bilhão de pessoas

Nesta terça-feira (21) o governo brasileiro inicia mais uma tentativa de expandir as exportações de carne, um dos setores mais promissores do agronegócio.

Após visita a Alemanha e rápida passagem pela Itália, onde esteve com autoridades do setor para discutir a agenda bilateral, a ministra da Agricultura Tereza Cristina desembarca hoje na Índia.

Os detalhes da agenda ainda não foram divulgados, mas ela terá três dias de compromissos oficiais até a chegada do presidente Jair Bolsonaro, prevista para a sexta-feira (24).

O Brasil está de olho no potencial do mercado da Índia, que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes e deve ultrapassar a China como país mais populoso do mundo nos próximos 10 anos.

Preocupação ambiental atinge venda de carne e bebidas

Consumidores preocupados com o meio ambiente estão reduzindo gastos com carne e bebidas engarrafadas e tentando diminuir os resíduos plásticos, uma tendência que deve se acelerar à medida que cresce a preocupação com o clima, mostrou uma pesquisa global nesta terça-feira.

Cerca de um terço das pessoas entrevistadas em 24 países da Europa, América Latina e Ásia está alarmada a respeito do meio ambiente, e metade delas —16% do total global— está adotando ações para reduzir seu impacto pessoal.

“Já estamos vendo pequenas reduções nos gastos com carne, bebidas engarrafadas e categorias como lenços umedecidos”, disse a empresa de dados analíticos Kantar em um relatório sobre a pesquisa.

“À medida que os mercados enriquecem, o foco em questões de ambientalismo e de plásticos cresce. No futuro, podemos esperar ver a parcela de consumidores ‘ecoativos’ aumentar em países com um Produto Interno Bruto (PIB) crescente”, acrescentou.

A pesquisa com mais de 65 mil pessoas indicou que os consumidores da Europa ocidental são os mais inclinados a tentar reduzir seu impacto ambiental, e que a maioria da população da América Latina e da Ásia tem pouco ou nenhum interesse no assunto.

O Chile é a exceção latino-americana e o país com mais consumidores ecologicamente engajados do mundo — 37% dos entrevistados estão tentando realizar mudanças práticas.

Áustria e Alemanha são as próximas em termos de consumidores conscientes, e o Reino Unido não fica muito atrás, disse a Kantar, prevendo que as vendas de carne fresca no país podem recuar até 4% nos próximos dois anos se o ambientalismo continuar se disseminando.

“Nosso estudo mostra que existe uma demanda alta por produtos ecológicos que têm preços competitivos e estão amplamente disponíveis”.

No mês passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC) disse que o consumo mundial de carne precisa cair para conter o aquecimento global, e que alimentos de origem vegetal podem contribuir para a redução das emissões de dióxido de carbono.

Houve uma explosão de empresas que oferecem alternativas à carne, como a californiana Beyond Meat e a Impossible Foods, e gigantes do setor alimentício, como a Nestlé, também estão lançando hambúrgueres de vegetais.

A Kantar disse que 48% dos consumidores querem que as empresas de bens ao consumidor façam mais para cortar os resíduos plásticos, e observou que dezenas delas, como Nestlé, Coca-Cola, Unilever, Walmart e Carrefour, firmaram um compromisso de tornar suas embalagens reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025 (Reuters, 10/9/19)

Fonte: Reuters, 10/9/19

Produtores e futuro governo discutem assimetrias do Mercosul após diferença de produtos chegaram a 400% no bloco econômico

Por: AGROLINK
Publicado em 26/12/2018 às 11:08h

Ação foi definida em audiência com futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina

As entidades representativas dos três estados do Sul dos setores do arroz, alho, leite, maçã, trigo, uva e vinho vão oficializar demandas urgentes sobre as assimetrias do Mercosul para equipe de transição do governo federal. A ação foi definida em audiência, que contou com a presença da futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e demais lideranças que debateram a participação do país no bloco econômico. O encontro ocorreu na semana passada. As demandas serão encaminhadas para serem implementadas ainda em janeiro pelo futuro governo.

Diferenças tributárias, fiscais, cambiais e ambientais que envolvem o comércio entre as nações foram temas tratados na reunião. Os integrantes das diferentes associações apresentaram os alarmantes dados dessas culturas e as condições desiguais de comércio com os países membros do Mercosul.

Segundo dados apresentados pelas entidades, o custo de produção dos outros membros do tratado de Assunção é bem mais inferior do que o nacional. De acordo com o economista chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), a diferença de preços entre os principais insumos pode chegar a quatro vezes mais “É comum os produtos custarem 100% a mais, mas, em alguns casos, superam 400%”, detalhou. A alta carga tributária brasileira também foi apontada como um dos principais entraves à concorrência entre os membros do bloco.

Tereza Cristina destacou que o governo trabalhará firme para eliminar as injustiças do Mercosul. “Uma coisa positiva que tenho visto neste novo governo é a interlocução entre os diferentes setores. Por isso é importante apresentar todos os problemas que as cadeias do arroz, alho, leite, maçã, trigo, uva e vinho tem enfrentado. Então, precisamos sim, rever o Mercosul, pois ele, hoje, é danoso para o agronegócio brasileiro”, pontuou.
 

USDA emite diretrizes para rotulagem de OGMs

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems
Publicado em 26/12/2018 às 09:54h.

Decisão ainda levanta críticas de alguns setores da sociedade

O secretário de Agricultura, Sonny Perdue anunciou a regra final rotulagem dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). As novas regras foram baseadas nos termos da legislação assinada pelo presidente Obama em 2016.  

Nesse cenário, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) definiu esses alimentos em uma declaração como “aqueles que contêm material genético detectável que foi modificado através de certas técnicas de laboratório e não pode ser criado através de reprodução convencional ou encontrado na natureza”. De acordo com a lei, sua presença deve ser divulgada na embalagem por meio de texto, símbolo, link eletrônico ou digital e / ou mensagem de texto. 

A norma foi exigida pela Lei Nacional de Divulgação de Alimentos Bioengenharia, aprovada pelo Congresso em 2016, sendo que a data de implementação para a maioria dos fabricantes é 01 de janeiro de 2020, exceto para os pequenos, que têm até 01 de janeiro de 2021. A data de cumprimento obrigatório é janeiro de 2022, e entidades reguladas – fabricantes de alimentos, importadores e certos varejistas que rotulam alimentos para venda a varejo – podem voluntariamente cumprir a norma até 31 de dezembro de 2021, segundo a agência.  

De acordo com um analista de políticas sênior do Serviço de Marketing Agrícola do USDA, a agência estava um pouco atrasada em junho do ano passado, mas ainda está em vias de fazê-lo. Agora que o USDA finalmente emitiu o padrão, ainda há críticas sobre como ele procedeu e se o resultado respondeu adequadamente às demandas dos clientes por transparência sobre a presença de ingredientes OGM nos alimentos. 

Após calote, seguro a exportações é congelado

Por: JORNAL DO COMÉRCIO
Publicado em 26/12/2018 às 10:19h


Governo congelou a concessão do seguro de crédito a novas exportações, afetando a operação de pequenas e médias empresas

Depois dos calotes de Moçambique, Venezuela e, agora, Cuba, o governo brasileiro congelou a concessão do seguro de crédito a novas exportações, afetando principalmente a operação de pequenas e médias empresas. O Tesouro desembolsará, nos próximos dias, o equivalente a US$ 6 milhões (R$ 23,4 milhões) para ressarcir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) pelo não pagamento de Cuba. Assim como Venezuela e Moçambique, o País deixou de pagar o financiamento do Bndes, que era segurado pelo Fundo de Garantia às Exportações (FGE) – o fundo usa recursos do Tesouro para honrar eventuais calotes.

O valor se refere a uma parcela que venceu em junho e que o país pagou parcialmente. Dos US$ 10 milhões (R$ 39 milhões) que deveria quitar no mês, Cuba pagou cerca de US$ 4 milhões (R$ 15,6 milhões). Um exemplo é o porto de Mariel, em Cuba, cuja modernização foi feita pela Odebrecht. Esses países também compraram ônibus, bens industriais e alimentos em pagamentos a prazo com o seguro de crédito à exportação. Com o calote, a conta sobrou para o Tesouro.

Em 2019, a previsão é que o governo federal gaste quase R$ 1,5 bilhão para honrar a inadimplência desses países. Com isso, faltará dinheiro para conceder seguro a novas operações de crédito de exportações. O Comitê de Financiamento e Garantia às Exportações (Cofig), formado por integrantes da equipe econômica e do Itamaraty, decidiu que não concederá seguro a novas operações até ter previsão orçamentária para arcar com eventuais calotes. Com isso, exportações com horizonte de entrega em até 180 dias estão tendo o seguro de crédito negado. A partir desse prazo, a depender do valor a ser coberto, o grupo está autorizando o seguro.

Na prática, porém, só exportações com entrega prevista para 2020 estão sendo atendidas. As mais prejudicadas são pequenas empresas que tendem a firmar contratos de mais curto prazo e que têm menos margem para negociar postergações. “A dinâmica da previsão orçamentária historicamente não contempla orçamento para novas operações de seguro”, informou a Fazenda. Porém, diante dos calotes recentes, a equipe econômica preferiu adotar a cautela. “Quando o orçamento disponível para o exercício é inferior à previsão de desembolsos para o período, por questões prudenciais, novas operações não são aprovadas.” As negativas foram formalizadas na reunião do Cofig, em novembro, e aumentam a pressão pela revisão das regras para a concessão de crédito e de seguro às exportações.

A interrupção é negativa para as empresas, pois o Brasil perde capacidade de competir com outros países que oferecem o financiamento para a compra de seus produtos. O seguro de crédito à exportação é adotado em muitos países, mas acabou sendo alvo de críticas por aqui após o calote de países que, no governo do PT, eram aliados políticos e econômicos do Brasil no exterior. Desde o primeiro default, de Moçambique, no ano passado, a equipe econômica trabalha no redesenho de uma nova arquitetura para o seguro de crédito à exportação, tema que já foi levado ao time do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes – que chefiará a nova pasta no governo de Jair Bolsonaro. Também já foi discutido na Camex, conselho interministerial coordenado pela Casa Civil.

O redesenho financeiro prevê que um outro fundo, o FGCE (Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior), assuma as novas operações. Ao contratar o seguro, a empresa exportadora paga um prêmio que hoje é embolsado pelo Tesouro. A ideia é apartar esses pagamentos, que serviriam para pagar eventuais calotes no futuro. O responsável pelo fundo seria a ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias), empresa estatal que já faz a avaliação de risco para a concessão desses seguros. Caso o fundo não tenha recursos suficientes, a ABGF arcaria com capital próprio.