Brasil faz ofensiva por mercados para carne

Ministra da Agricultura chegou antes do presidente Bolsonaro para cortejar mercado de mais de 1,3 bilhão de pessoas

Nesta terça-feira (21) o governo brasileiro inicia mais uma tentativa de expandir as exportações de carne, um dos setores mais promissores do agronegócio.

Após visita a Alemanha e rápida passagem pela Itália, onde esteve com autoridades do setor para discutir a agenda bilateral, a ministra da Agricultura Tereza Cristina desembarca hoje na Índia.

Os detalhes da agenda ainda não foram divulgados, mas ela terá três dias de compromissos oficiais até a chegada do presidente Jair Bolsonaro, prevista para a sexta-feira (24).

O Brasil está de olho no potencial do mercado da Índia, que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes e deve ultrapassar a China como país mais populoso do mundo nos próximos 10 anos.

Preocupação ambiental atinge venda de carne e bebidas

Consumidores preocupados com o meio ambiente estão reduzindo gastos com carne e bebidas engarrafadas e tentando diminuir os resíduos plásticos, uma tendência que deve se acelerar à medida que cresce a preocupação com o clima, mostrou uma pesquisa global nesta terça-feira.

Cerca de um terço das pessoas entrevistadas em 24 países da Europa, América Latina e Ásia está alarmada a respeito do meio ambiente, e metade delas —16% do total global— está adotando ações para reduzir seu impacto pessoal.

“Já estamos vendo pequenas reduções nos gastos com carne, bebidas engarrafadas e categorias como lenços umedecidos”, disse a empresa de dados analíticos Kantar em um relatório sobre a pesquisa.

“À medida que os mercados enriquecem, o foco em questões de ambientalismo e de plásticos cresce. No futuro, podemos esperar ver a parcela de consumidores ‘ecoativos’ aumentar em países com um Produto Interno Bruto (PIB) crescente”, acrescentou.

A pesquisa com mais de 65 mil pessoas indicou que os consumidores da Europa ocidental são os mais inclinados a tentar reduzir seu impacto ambiental, e que a maioria da população da América Latina e da Ásia tem pouco ou nenhum interesse no assunto.

O Chile é a exceção latino-americana e o país com mais consumidores ecologicamente engajados do mundo — 37% dos entrevistados estão tentando realizar mudanças práticas.

Áustria e Alemanha são as próximas em termos de consumidores conscientes, e o Reino Unido não fica muito atrás, disse a Kantar, prevendo que as vendas de carne fresca no país podem recuar até 4% nos próximos dois anos se o ambientalismo continuar se disseminando.

“Nosso estudo mostra que existe uma demanda alta por produtos ecológicos que têm preços competitivos e estão amplamente disponíveis”.

No mês passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC) disse que o consumo mundial de carne precisa cair para conter o aquecimento global, e que alimentos de origem vegetal podem contribuir para a redução das emissões de dióxido de carbono.

Houve uma explosão de empresas que oferecem alternativas à carne, como a californiana Beyond Meat e a Impossible Foods, e gigantes do setor alimentício, como a Nestlé, também estão lançando hambúrgueres de vegetais.

A Kantar disse que 48% dos consumidores querem que as empresas de bens ao consumidor façam mais para cortar os resíduos plásticos, e observou que dezenas delas, como Nestlé, Coca-Cola, Unilever, Walmart e Carrefour, firmaram um compromisso de tornar suas embalagens reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025 (Reuters, 10/9/19)

Fonte: Reuters, 10/9/19

Ministério da Agricultura será responsável por reforma agrária, terras indígenas e quilombos

(Reuters) – O Ministério da Agricultura no governo do presidente Jair Bolsonaro será responsável pelas terras indígenas e quilombolas e terá o comando do Serviço Florestal Brasileiro, responsável pela gestão das reservas naturais, de acordo com medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira.

Durante a campanha, Bolsonaro deu sinais de que buscaria o aproveitamento econômico das áreas indígenas, tanto pela agricultura como para exploração mineral.

De acordo com a medida provisória publicada no DO, o ministério da Agricultura ficará responsável pela “identificação, delimitação, demarcação e registros das terras tradicionalmente ocupadas por indígenas”, e também em áreas ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos.

Também ficarão sob responsabilidade da pasta reforma agrária, regularização fundiária de áreas rurais e a Amazônia Legal, de acordo com a MP.

A medida provisória, que estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios no governo Bolsonaro, também determina que o Serviço Florestal Brasileiro, atualmente vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, ficará a cargo do Ministério da Agricultura.

O Serviço Florestal tem como objetivo promover o uso sustentável e a ampliação da cobertura florestal.

Brasil pode ter a maior safra da história em 2019, afirma Roberto Rodrigues

Fonte: noticiasagricolas.com.br

As perspectivas para o agronegócio no Brasil em 2019 são muito boas. É o que afirma Roberto Rodrigues, Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Segundo ele, se não tivermos empecilhos com o clima devemos colher a maior safra da história. Serão cerca de 240 milhões de toneladas de grãos e 640 milhões de toneladas de cana. O ex-ministro espera mais de 1 bilhão de toneladas em produtos agrícolas no próximo ano.

Apesar disso, Rodrigues acredita que alguns problemas devem persistir. A logística não foi resolvido, o frete ficou mais caro — principalmente com a instituição da tabela de frete, após a greve dos caminhoneiros em maio de 2018 — e os fertilizantes ficaram mais caros. Esses empecilhos devem diminuir as margens do produtor.

Leia a notícia na íntegra no site do Globo Rural

Aprovação de cadastro de exportadores e importadores levará apenas um dia

Os exportadores e importadores de produtos de interesse agropecuário vão se beneficiar com redução do prazo atual de três dias para apenas uma dia na análise do cadastro de habilitação exigido para o embarque de produtos. O coordenador substituto do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Paulo Campani, explica que com a atualização de procedimentos criados por meio da Instrução Normativa 61, publicada nesta quinta-feira (27),o cadastro será integrado com as plataformas informatizadas do Sistema de Informações Gerenciais do Trânsito Internacional de Produtos e Insumos Agropecuários (SIGVIG), da Receita Federal e do Portal Único de Comércio Exterior.

Além disso, se a empresa já for habilitada pela Receita para operações de comércio exterior não será exigida nova habilitação. O cadastro continuará tendo validade de cinco anos. Depois deste prazo deverá ser renovado.

A medida envolve a eliminação da exigência de procurações, contrato social, habilitação de pessoas e análises junto aos diversos órgãos do governo envolvidos no comércio exterior. Também serão liberados os servidores das unidades do Vigiagro, da análise de documentos. Eles ficarão voltados à fiscalização e vigilância agropecuária. “A simplificação do cadastro racionaliza o serviço público e diminui os custos do setor privado”, explica Campani.

As unidades de fronteira do Vigiagro serão as mais beneficiadas, pois a maioria delas não tem pessoal administrativo suficiente para execução de trabalho burocrático e depende dos auditores fiscais federais agropecuários (AFFAs) para esta tarefa.

Outra inovação da IN 61 é que fica regulamentada a atividade de auxiliar de despachante aduaneiro. Esses servidores participavam da fiscalização agropecuária e agora  ficarão encarregados do recebimento e entrega de documentos e acompanhamento das inspeções feitas pelos auditores fiscais federais agropecuários.

Produtores e futuro governo discutem assimetrias do Mercosul após diferença de produtos chegaram a 400% no bloco econômico

Por: AGROLINK
Publicado em 26/12/2018 às 11:08h

Ação foi definida em audiência com futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina

As entidades representativas dos três estados do Sul dos setores do arroz, alho, leite, maçã, trigo, uva e vinho vão oficializar demandas urgentes sobre as assimetrias do Mercosul para equipe de transição do governo federal. A ação foi definida em audiência, que contou com a presença da futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e demais lideranças que debateram a participação do país no bloco econômico. O encontro ocorreu na semana passada. As demandas serão encaminhadas para serem implementadas ainda em janeiro pelo futuro governo.

Diferenças tributárias, fiscais, cambiais e ambientais que envolvem o comércio entre as nações foram temas tratados na reunião. Os integrantes das diferentes associações apresentaram os alarmantes dados dessas culturas e as condições desiguais de comércio com os países membros do Mercosul.

Segundo dados apresentados pelas entidades, o custo de produção dos outros membros do tratado de Assunção é bem mais inferior do que o nacional. De acordo com o economista chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), a diferença de preços entre os principais insumos pode chegar a quatro vezes mais “É comum os produtos custarem 100% a mais, mas, em alguns casos, superam 400%”, detalhou. A alta carga tributária brasileira também foi apontada como um dos principais entraves à concorrência entre os membros do bloco.

Tereza Cristina destacou que o governo trabalhará firme para eliminar as injustiças do Mercosul. “Uma coisa positiva que tenho visto neste novo governo é a interlocução entre os diferentes setores. Por isso é importante apresentar todos os problemas que as cadeias do arroz, alho, leite, maçã, trigo, uva e vinho tem enfrentado. Então, precisamos sim, rever o Mercosul, pois ele, hoje, é danoso para o agronegócio brasileiro”, pontuou.
 

Após calote, seguro a exportações é congelado

Por: JORNAL DO COMÉRCIO
Publicado em 26/12/2018 às 10:19h


Governo congelou a concessão do seguro de crédito a novas exportações, afetando a operação de pequenas e médias empresas

Depois dos calotes de Moçambique, Venezuela e, agora, Cuba, o governo brasileiro congelou a concessão do seguro de crédito a novas exportações, afetando principalmente a operação de pequenas e médias empresas. O Tesouro desembolsará, nos próximos dias, o equivalente a US$ 6 milhões (R$ 23,4 milhões) para ressarcir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) pelo não pagamento de Cuba. Assim como Venezuela e Moçambique, o País deixou de pagar o financiamento do Bndes, que era segurado pelo Fundo de Garantia às Exportações (FGE) – o fundo usa recursos do Tesouro para honrar eventuais calotes.

O valor se refere a uma parcela que venceu em junho e que o país pagou parcialmente. Dos US$ 10 milhões (R$ 39 milhões) que deveria quitar no mês, Cuba pagou cerca de US$ 4 milhões (R$ 15,6 milhões). Um exemplo é o porto de Mariel, em Cuba, cuja modernização foi feita pela Odebrecht. Esses países também compraram ônibus, bens industriais e alimentos em pagamentos a prazo com o seguro de crédito à exportação. Com o calote, a conta sobrou para o Tesouro.

Em 2019, a previsão é que o governo federal gaste quase R$ 1,5 bilhão para honrar a inadimplência desses países. Com isso, faltará dinheiro para conceder seguro a novas operações de crédito de exportações. O Comitê de Financiamento e Garantia às Exportações (Cofig), formado por integrantes da equipe econômica e do Itamaraty, decidiu que não concederá seguro a novas operações até ter previsão orçamentária para arcar com eventuais calotes. Com isso, exportações com horizonte de entrega em até 180 dias estão tendo o seguro de crédito negado. A partir desse prazo, a depender do valor a ser coberto, o grupo está autorizando o seguro.

Na prática, porém, só exportações com entrega prevista para 2020 estão sendo atendidas. As mais prejudicadas são pequenas empresas que tendem a firmar contratos de mais curto prazo e que têm menos margem para negociar postergações. “A dinâmica da previsão orçamentária historicamente não contempla orçamento para novas operações de seguro”, informou a Fazenda. Porém, diante dos calotes recentes, a equipe econômica preferiu adotar a cautela. “Quando o orçamento disponível para o exercício é inferior à previsão de desembolsos para o período, por questões prudenciais, novas operações não são aprovadas.” As negativas foram formalizadas na reunião do Cofig, em novembro, e aumentam a pressão pela revisão das regras para a concessão de crédito e de seguro às exportações.

A interrupção é negativa para as empresas, pois o Brasil perde capacidade de competir com outros países que oferecem o financiamento para a compra de seus produtos. O seguro de crédito à exportação é adotado em muitos países, mas acabou sendo alvo de críticas por aqui após o calote de países que, no governo do PT, eram aliados políticos e econômicos do Brasil no exterior. Desde o primeiro default, de Moçambique, no ano passado, a equipe econômica trabalha no redesenho de uma nova arquitetura para o seguro de crédito à exportação, tema que já foi levado ao time do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes – que chefiará a nova pasta no governo de Jair Bolsonaro. Também já foi discutido na Camex, conselho interministerial coordenado pela Casa Civil.

O redesenho financeiro prevê que um outro fundo, o FGCE (Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior), assuma as novas operações. Ao contratar o seguro, a empresa exportadora paga um prêmio que hoje é embolsado pelo Tesouro. A ideia é apartar esses pagamentos, que serviriam para pagar eventuais calotes no futuro. O responsável pelo fundo seria a ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias), empresa estatal que já faz a avaliação de risco para a concessão desses seguros. Caso o fundo não tenha recursos suficientes, a ABGF arcaria com capital próprio.

VBP do Agro cresce em 2019, mas lucro do produtor deve ser menor

As expectativas do agronegócio são altas para o ano de 2019. As perspectivas apontam que o Brasil irá registrar uma boa safra de grãos no ano, o que deve movimentar o mercado, mesmo com algumas dificuldades climáticas enfrentadas nesse final de ano com a falta de chuvas em algumas regiões produtoras no país.

“Em termos de estimativas de produção esse veranico ainda não teve influencia oficial. A estimativa oficial da Conab aponta recorde com produção 4,6% maior do que a anterior. Temos que torcer para que o clima melhor agora e na segunda safra. Em isso acontecendo eu acredito que as perspectivas são muito boas para 2019 em termos de volume produzido e em renda da agricultura”, diz Marcos Favas Neves, professor de agronegócios da USP e da FGV.

Por outro lado, o rendimento do produtor deve ficar abaixo do apresentado na safra passada, uma vez que o dólar alto e o aumento nos custos de produção impactaram o campo no momento de implantar as culturas. “O lucro da agricultura já não é a mesma perspectiva da safra passada. Os produtores fizeram compras de insumos com o real mais desvalorizado com relação ao dólar e com a confiança e investimentos no Brasil voltando, eu acredito em uma valorização do real no momento de venda da safra. Também tivemos questões de doenças que precisaram de mais aplicações e o custo de transporte mais elevado. No geral, a margem é pior, mas o volume de recursos tende a igualar ao da safra passada”, afirma Neves.

A chave para equilibrar as contas e aumentar a rentabilidade do produtor pode estar no uso cada vez maior de tecnologias e inovações nas lavouras. “A agricultura brasileira tem uma oportunidade muito grande de ampliar sua produtividade para o mercado interno que vai ser muito melhor no ano que do que foi esse ano e toda a questão do mercado internacional que o Brasil tem capacidade para vender 1 trilhão e 200 milhões nos próximos 10 anos, mas a questão de preços é está que está colocada. Então precisamos trabalhar na questão das margens que envolve um governo enxuto e eficiente, um transporte eficiente e, na questão da produtividade, esse tsunami de inovações que está acontecendo e permitem que a agricultura faça uma gestão por metro quadrado, aplicação localizada de produtos, atividades circulares e aplicativos e softwares de compartilhamento para ativos e colheitas”, pontua Marcos.

Esse cenário se apresenta após o país ter registrado um 2018 positivo na agricultura nacional de acordo com a avaliação do professor. “É uma avaliação bastante positiva. Tivemos alguns pontos negativos ligados ao clima que nos atrapalhou para bater o recorde de produção de grãos tirando uns 10 milhões de toneladas do milho e prejudicou a cana, mas no geral, para soja e algodão foi excelente, outras culturas foram bem. Também tivemos uma desvalorização cambial que fez com que, em reais, algumas margens fossem possíveis de serem atingidas. Foi uma produção bastante boa que pode ajudar a movimentar a economia e controlar a inflação. Foi um ano positivo sob a ótica de produção, preços, econômica com a volta do crescimento do Brasil e na política com o processo eleitoral e a esperança de organização maior do Brasil”.

CHINA

Para o ano que vai se iniciar na próxima semana a China deve continuar sendo de intensa importância para o agronegócio brasileiro. Um dos pontos que deve interferir nas nossas relações com a potência asiática é o aumento nos casos de peste africana nos suínos chineses.

“A China está comprando mais suínos do Brasil e o preço aumentou cerca de 8% em virtude desse problema. Eles já abateram 1 milhão de animais por essa doença que não tem cura. A grande reflexão é que não sabemos o grau em que isso vai atingir ao longo do ano. Se a China, que produz 50% dos suínos mundiais, precisar abater muitos animais ela não só vai precisar importar muito mais carne suína do Brasil, como vai ter que migrar para outras carnes também. Puxando suínos do Brasil acaba puxando grãos também, porque o suíno é o grão transformado. Os chineses comprariam um pouco menos da nossa soja para fazer a ração lá e compraria mais suínos no Brasil. É um cenário favorável para o setor de carnes e desfavorável para a exportação de grãos, mas também favorável para a produção interna de rações no Brasil ”, explica Marcos Favas Neves.

A guerra comercial entre China e Estados que marcou as relações comerciais mundiais em 2018 também refletiram nas terras brasileiras. Se chineses e americanos vem enfrentando problemas de importações e exportações entre si, o saldo do conflito para o Brasil foi positivo. “A guerra comercial entre China e Estados Unidos foi muito favorável para o Brasil nesse ano. A China, em novembro de 2017, comprou 18% do que o agronegócio brasileiro vendeu para o mundo, nesse novembro foram 35%. A exportação de soja para a China cresceu 32%, celulose 60%, algodão 140% e carnes 50%. O fluxo comercial aumentou demais e a China vem se consolidando como o principal comprador de produtos do agro brasileiro. Por tanto, não podemos ter nenhuma agressividade com relação à China. O Brasil tem que ser amigo de todo mundo, exportando o que todo mundo quiser e sem criar confusões agora”, aconselha Neves.

Fonte: noticiasagricolas.com.br

No Estadão: Gigante dos alimentos se aproxima de startups

Mesmo uma boa receita de família às vezes só sobrevive se for adaptada ao paladar das novas gerações. Com mais de 65 anos, a fabricante cearense M. Dias Branco, dona das marcas Adria, Piraquê, Isabela e de outros rótulos mais fortes no mercado nordestino, decidiu este ano que era hora de procurar parcerias para investir em inovação.

A fabricante, que responde por um terço das vendas de massas secas e de biscoitos no País, promoveu, neste semestre, a primeira edição do Germinar – um programa que conectou a companhia a startups. O objetivo era descobrir projetos para ampliar o portfólio de produtos da fabricante. 

A ideia nasceu em um processo iniciado alguns meses antes, com uma viagem de executivos a polos de inovação globais, incluindo o Vale do Silício, na Califórnia (EUA), que abriga as maiores empresas de tecnologia do mundo.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão

IBGE estima queda de 5,5% na safra de grãos deste ano

Fonte: Agência Brasil

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do país deve fechar 2018 com queda de 5,5% na comparação com as 240,6 milhões de toneladas do ano passado – número recorde.

Segundo previsão de novembro feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção deste ano deverá ficar em 227,3 milhões de toneladas.

A previsão é 0,1% superior a feita pela pesquisa de outubro do IBGE. A queda da produção de 2017 para 2018 deverá ser puxada principalmente pelo milho (-17,8%), arroz (-5,6%), feijão (-9,8%) e sorgo (-5,4%). A soja, com uma alta de 2,6%, deve evitar uma queda mais acentuada, assim como o algodão herbáceo (28,6%) e o trigo (34%).

Além dos grãos, o IBGE também analisa produtos importantes para a agricultura brasileira, como cana-de-açúcar, café e laranja. A maior lavoura brasileira, a cana-de-açúcar, deve fechar o ano com 675 milhões de toneladas, uma queda de 1,8%.

Também deverão ter recuo a laranja (-8,3%), mandioca (-3,5%), banana (-5,2%), batata-inglesa (-8,4%) e uva (-13,6%). Ao mesmo tempo, são esperadas altas para o café (28,7%) e o tomate (1,2%).