Portaria estabelece novas regras para o Zoneamento Agrícola de Risco Climático

Objetivo é evitar alterações intempestivas no Zarc e regulamentar a participação de agentes externos na formulação e aperfeiçoamento do zoneamento .

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta quarta-feira (30) a Portaria nº 412, que estabelece as regras de participação na formulação ou aperfeiçoamento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático do Mapa e a forma da publicação do Zarc. 

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é um instrumento técnico-científico que indica a melhor época de plano das culturas para cada município, correlacionada ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua capacidade de retenção de água. O Zarc leva em consideração séries agroclimáticas históricas de, no mínimo, 15 anos, e análise de probabilidades, com o objetivo de minimizar as chances de adversidades climáticas coincidirem com a fase mais sensível das culturas. 

A medida prevista na portaria visa regulamentar, por meio da apresentação de propostas e da participação de agentes externos no processo de validação dos estudos de Zarc, o envolvimento de representantes de entidades públicas, privadas e dos produtores rurais em uma importante fase anterior a publicação oficial do Zarc. Assim, os resultados publicados devem ter uma maior correlação com a realidade de cada região. 

A portaria estabelece que os elementos originais integrantes do Zarc não serão alterados após a sua divulgação. Essa medida reforça a importância do zoneamento como estudo técnico-científico, evitando que os elementos: municípios indicados, datas de plantio e riscos agroclimáticos, sejam alterados intempestivamente. 

Além disso, as propostas que envolvam alterações de Zarc já divulgado serão avaliadas para as safras seguintes. Toda proposta de alteração do zoneamento que necessitar de estudos pode entrar no planejamento das demandas do Zarc e, conforme a nova regra, precisa respeitar um período mínimo de 12 meses para a avaliação técnica da proposta. “Pedidos intempestivos de alteração de Zarc colocavam em risco esse instrumento científico. A portaria esclarece a forma e os prazos para as instituições e produtores rurais fazerem essas solicitações”, explica o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola. 

O diretor afirma que as alterações nos elementos originais integrantes do Zarc sem estudos técnicos que as fundamentem trazem também riscos para o sistema de seguro rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). “Os riscos cobertos e a estrutura de cálculo atuarial das taxas de prêmio do seguro rural e das alíquotas de adicional do Proagro consideram o zoneamento vigente”, finaliza.  

O Zarc continuará sendo divulgado por meio de portarias da Secretaria de Política Agrícola, no Diário Oficial da União e no painel indicativo de riscos agroclimáticos, disponível no site do Mapa. Além disso, serão mantidas as reuniões de validação de Zarc, realizadas anualmente para culturas e sistemas de produção que estejam passando por revisão de metodologia ou criação de novo zoneamento. Em 2020, 11 culturas passaram por processo de validação, no total foram 58 reuniões por sistema de videoconferência, com 2.032 participantes. 

Para maiores informações, a SPA disponibiliza o e-mail para contato: zoneamento@agricultura.gov.br 

Fonte: site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

Engenheiro Agrônomo é indicado ao Prêmio Nobel.

O Engenheiro Agrônomo Alysson Paolinelli está sendo indicado para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz em campanha coordenada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) e com apoio de várias intuições.

Graduado em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura de Lavras em 1959, Alysson foi ministro da agricultura (1974-1979) e um dos atores da revolução do setor agropecuário brasileiro através da construção e fortalecimento das instituições de pesquisa capitaneado pela Embrapa.

As inovações produzidas pela pesquisa agropecuária pública resultaram na mudança de um país importador de alimentos, para se tornar um dos maiores produtores mundiais de proteína animal e vegetal, com superávits recordes na balança comercial brasileira.

Em 2006 ganhou o prêmio World Food Prize, prêmio equivalente ao Nobel da alimentação. Alysson foi deputado federal constituinte eleito em 1986, Presidente da Confederação Nacional da Agricultura CNA. Atualmente é Presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (ABRAMILHO), Terceiro Titular da Cátedra da Luiz de Queiroz Esalq-USP (2020-2021) e Presidente da Academia Brasileira de Ciências Agronômicas (ABCA), entidade que reúne Engenheiros Agrônomos com relevantes serviços prestados ao fortalecimento da classe agronômica e progresso da agropecuária brasileira.

O ex-Ministro Alysson Paolinelli tem participado das atividades da CONFAEAB como o CBA Rio 2019 (foto), a LIVE do Dia do Engenheiro Agrônomo em outubro 2020 e apoiado a parceria da ABCA com a CONFAEAB.

Alysson Paolinelli tem sido um colaborador na discussão sobre fortalecimento das instituições públicas, sustentabilidade da agricultura, pesquisa e inovação na agricultura tropical.

12 de outubro -Dia do Engenheiro Agrônomo

No dia 12 de outubro, comemoramos o “Dia do Engenheiro Agrônomo”.

A Diretoria da AEAPA cumprimenta a valorosa classe dos Engenheiros Agrônomos que através dos variados campos de atuação prestam valiosa contribuição na produção de alimentos e de produtos voltados à industrialização.

Aproveitamos para convida-lo a assistir a promoção da COFEAEAB para essa data, constante de palestra a ser proferida pelo ex-Ministro da Agricultura, Engenheiro Agrônomo Alysson Paolinelli, sob o título, “As perspectivas da categoria pós-pandemia” por meio digital.

Mediação: Gilberto Fugimoto, diretor de comunicação da COFEAEAB.

Dia 12 de outubro, às 18 horas.

Link para acesso:

https://youtu.be/Fwkz5RWmZgw

A Diretoria da AEAPA convida para o Webinar: “AMAZÔNIA: QUAIS CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?”

Dois cientistas brasileiros de destaque internacional, o climatologista Carlos Nobre e o Agrônomo Alfredo Homma, respectivamente pesquisadores do Instituto de Estudos Avançados da USP e da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (EMBRAPA) debaterão neste webinar as respostas possíveis a um dos maiores desafios que se coloca para o Brasil no século 21.

Link para acesso: https://zoom.us/download

Convite para o Webinar em arquivo PDF

Brasil faz ofensiva por mercados para carne

Ministra da Agricultura chegou antes do presidente Bolsonaro para cortejar mercado de mais de 1,3 bilhão de pessoas

Nesta terça-feira (21) o governo brasileiro inicia mais uma tentativa de expandir as exportações de carne, um dos setores mais promissores do agronegócio.

Após visita a Alemanha e rápida passagem pela Itália, onde esteve com autoridades do setor para discutir a agenda bilateral, a ministra da Agricultura Tereza Cristina desembarca hoje na Índia.

Os detalhes da agenda ainda não foram divulgados, mas ela terá três dias de compromissos oficiais até a chegada do presidente Jair Bolsonaro, prevista para a sexta-feira (24).

O Brasil está de olho no potencial do mercado da Índia, que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes e deve ultrapassar a China como país mais populoso do mundo nos próximos 10 anos.

Preocupação ambiental atinge venda de carne e bebidas

Consumidores preocupados com o meio ambiente estão reduzindo gastos com carne e bebidas engarrafadas e tentando diminuir os resíduos plásticos, uma tendência que deve se acelerar à medida que cresce a preocupação com o clima, mostrou uma pesquisa global nesta terça-feira.

Cerca de um terço das pessoas entrevistadas em 24 países da Europa, América Latina e Ásia está alarmada a respeito do meio ambiente, e metade delas —16% do total global— está adotando ações para reduzir seu impacto pessoal.

“Já estamos vendo pequenas reduções nos gastos com carne, bebidas engarrafadas e categorias como lenços umedecidos”, disse a empresa de dados analíticos Kantar em um relatório sobre a pesquisa.

“À medida que os mercados enriquecem, o foco em questões de ambientalismo e de plásticos cresce. No futuro, podemos esperar ver a parcela de consumidores ‘ecoativos’ aumentar em países com um Produto Interno Bruto (PIB) crescente”, acrescentou.

A pesquisa com mais de 65 mil pessoas indicou que os consumidores da Europa ocidental são os mais inclinados a tentar reduzir seu impacto ambiental, e que a maioria da população da América Latina e da Ásia tem pouco ou nenhum interesse no assunto.

O Chile é a exceção latino-americana e o país com mais consumidores ecologicamente engajados do mundo — 37% dos entrevistados estão tentando realizar mudanças práticas.

Áustria e Alemanha são as próximas em termos de consumidores conscientes, e o Reino Unido não fica muito atrás, disse a Kantar, prevendo que as vendas de carne fresca no país podem recuar até 4% nos próximos dois anos se o ambientalismo continuar se disseminando.

“Nosso estudo mostra que existe uma demanda alta por produtos ecológicos que têm preços competitivos e estão amplamente disponíveis”.

No mês passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC) disse que o consumo mundial de carne precisa cair para conter o aquecimento global, e que alimentos de origem vegetal podem contribuir para a redução das emissões de dióxido de carbono.

Houve uma explosão de empresas que oferecem alternativas à carne, como a californiana Beyond Meat e a Impossible Foods, e gigantes do setor alimentício, como a Nestlé, também estão lançando hambúrgueres de vegetais.

A Kantar disse que 48% dos consumidores querem que as empresas de bens ao consumidor façam mais para cortar os resíduos plásticos, e observou que dezenas delas, como Nestlé, Coca-Cola, Unilever, Walmart e Carrefour, firmaram um compromisso de tornar suas embalagens reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025 (Reuters, 10/9/19)

Fonte: Reuters, 10/9/19

Programa que criticou o agro admite que errou: ‘Queremos nos corrigir’

Após reação do setor, atração comandada por Fábio Porchat convidou especialista para debater o sistema de produção utilizado no Brasil .

O apresentador Fábio Porchat, titular do programa Papo de Segunda do canal GNT, iniciou o programa desta segunda-feira, 12, com um esclarecimento sobre o programa da semana anterior, quando foram feitas várias críticas ao agronegócio, apontado como vilão do meio ambiente.

As declarações dos apresentadores, entre eles Porchat, geraram forte reação do setor produtivo, que alegou falta de conhecimento os famosos sobre o assunto. “Recebi muitas mensagens e ligações depois daquele dia, muitas pessoas me questionaram (…). No entanto, uma delas parou para conversar comigo, foi quando eu consegui ouvir”, relatou Fábio Porchat, ao se referir ao engenheiro florestal Tasso Azevedo, líder de projeto para mapear o uso do solo no Brasil.

“Quero começar me corrigindo, pois eu disse que o cocô do boi em excesso lá no pasto, após as chuvas, corria para os rios, poluindo os rios, e depois ia para os mares, prejudicando a vida marinha. Acontece que eu vi dois documentários sobre isso, mas o meu erro foi trazer a realidade norte-americana para o Brasil, onde a maioria do gado é criada solta e não em confinamento, como é feito nos EUA, não gerando essa grande concentração de excrementos”,  disse o apresentador.

Tasso complementou esclarecendo que, no Brasil, mesmo onde há confinamento, ele é muito tecnificado e o excremento é reutilizado no pasto como forma de adubo. O especialista disse também que a poluição dos oceanos tem muito mais a ver com poluição urbana do que qualquer tipo de resíduo gerado no campo.

Gás metano?

Outro equívoco cometido por Porchat e esclarecido no programa desta segunda foi sobre o fato das flatulências dos bois prejudicarem a camada de ozônio. Em um vídeo rebatendo esta acusação, a youtuber Camila Telles já havia explicado que a maior parte dos bovinos brasileiros é criada a pasto, o que acaba equilibrando essa emissão de metano.

Tasso Azevedo, convidado do programa, foi ainda mais detalhista nessa questão que é repassada há muitos anos para atingir a agropecuária. “Na verdade, o metano vem do ‘arroto’ do gado. De fato, o gás tem uma capacidade 25% maior no aquecimento do planeta quando comparado ao CO2. Em uma conta rápida, podemos dizer que um boi produz 50 quilos de metano ao ano, que tem o efeito equivalente a uma tonelada de CO2, que é a mesma quantidade emitida por um automóvel no ano. Ou seja, um boi equivale a um carro quando o assunto é efeito estufa”, disse.

No entanto, um pasto bem manejado acaba acumulando carbono em suas raízes. “Esse pasto segura o carbono no solo e isso acaba equilibrando a emissão de metano. O que precisa ser combatido é o pasto degradado”, falou.

O engenheiro florestal ainda deixou claro que o gás emitido pelos bois não tem nada a ver com a camada de ozônio do planeta.

O agro é contra o desmatamento

Outro ponto levantado no programa foi a questão de desmatamento ilegal e como o setor do agronegócio tem reagido para que esse tipo de crime deixe de ocorrer. Segundo Tasso, há um interesse dos produtores para que a imagem do Brasil seja de um país que respeite o meio ambiente, pois isso pode ser bom, inclusive, para os negócios.

“Há um entendimento de que o crescimento por produtividade é muito mais eficiente do que o crescimento por área e o estado de São Paulo é um bom exemplo para isso, onde a cana dobrou de área, crescendo sobre o pasto e também houve aumento da área de floresta”, contou.

O convidado falou ainda do engajamento do setor produtivo no combate à grilagem de terra. “Esse desmatamento descontrolado prejudica o próprio setor. Quem faz direito acaba sendo prejudicado (…). Há um movimento para diminuir essas ações ilegais (…); o Brasil é exemplo em várias áreas, como café, cacau, papel e celulose, ou a própria cana-de-açúcar. Essas pessoas acabam sendo atingidas injustamente, mas também é preciso conviver, pois se alguém diz algo errado, é preciso esclarecer”, falou Azevedo.

Agrotóxico

Para finalizar os esclarecimentos sobre o que foi dito de errado na última semana, o programa abordou o tema agrotóxico. Na visão de muitos, os produtos são usados indiscriminadamente no Brasil, ao contrário do que fariam outros países.

Acontece que boa parte da produção brasileira é exportada e o nível de exigência dos países compradores é altíssimo em relação aos produtos. “O produtor em geral gostaria de se livrar dos agrotóxicos, pois é um insumo que custa caro. Tem uma parte que é cultura e educação, outra é necessidade e outra é inovação”, falou o especialista.

Agora mais esclarecido, o próprio Porchat refletiu sobre algumas das acusações feitas ao setor. “A gente fala da Europa, do (presidente) Macron. O Brasil autorizou o uso de agrotóxicos que são proibidos lá, mas eles compram os produtos que usam esses defensivos. Há um pouco de hipocrisia por parte dos europeus quando falam disso.”

Após um debate que durou quase 30 minutos, os apresentadores reconheceram os erros ao falar do agronegócio e se desculparam por isso. “Quando o Fábio (Porchat) começou a receber críticas, decidimos aqui entre nós que deveríamos esclarecer os erros que cometemos. Essa é uma atitude mais politicamente saudável para proposição do debate público”, concluiu Francisco Bosco, também titular do semanário.

Fonte: Canal Rural

MP 870 DETERMINA RETORNO DA CEPLAC COMO ORGÃO SINGULAR AUTÔNOMO

Contrariando as expectativas de um possível rebaixamento de classificação no MAPA, foi publicada no dia 01/01/2019 MP 870, em que se determina o retorno da CEPLAC como órgão singular autônomo. Todos os componentes da atual gestão da entidade, desempenharam papel fundamental para tomada de decisão dos governantes, destacando o Diretor Geral Juvenal Maynard.  

A medida faz parte dos primeiros atos do governo Bolsonaro que apresenta um forte propósito em fortalecer o setor.  

FONTE: mercadodocacau

Ministério da Agricultura será responsável por reforma agrária, terras indígenas e quilombos

(Reuters) – O Ministério da Agricultura no governo do presidente Jair Bolsonaro será responsável pelas terras indígenas e quilombolas e terá o comando do Serviço Florestal Brasileiro, responsável pela gestão das reservas naturais, de acordo com medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira.

Durante a campanha, Bolsonaro deu sinais de que buscaria o aproveitamento econômico das áreas indígenas, tanto pela agricultura como para exploração mineral.

De acordo com a medida provisória publicada no DO, o ministério da Agricultura ficará responsável pela “identificação, delimitação, demarcação e registros das terras tradicionalmente ocupadas por indígenas”, e também em áreas ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos.

Também ficarão sob responsabilidade da pasta reforma agrária, regularização fundiária de áreas rurais e a Amazônia Legal, de acordo com a MP.

A medida provisória, que estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios no governo Bolsonaro, também determina que o Serviço Florestal Brasileiro, atualmente vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, ficará a cargo do Ministério da Agricultura.

O Serviço Florestal tem como objetivo promover o uso sustentável e a ampliação da cobertura florestal.

Ao tomar posse, nova ministra da Agricultura diz que Brasil é ‘modelo’ em preservação ambiental

A nova ministra da Agricultura, Teresa Cristina, disse nesta quarta-feira (2) em discurso de posse no ministério, que o Brasil é “modelo” em preservação ambiental.

Deputada federal (DEM-MS) licenciada do mandato, Tereza Cristina é da bancada ruralista da Câmara.

No discurso de posse, a ministra defendeu uma “política focada nos interesses comerciais do Brasil” e que o país não pode “jamais” ser classificado como “transgressor” ou ser “recriminado” em relação à preservação ambiental.

Leia a notícia na íntegra no site do G1