Novas tecnologias digitais auxiliam produção no campo

A Internet das Coisas (IdC) promete aumentar a produtividade da agropecuária brasileira e reduzir o consumo de insumos importantes, como os defensivos

Usar um sensor para prever se vai chover em uma propriedade e, assim, identificar o melhor momento de aplicar um defensivo agrícola. Ter um equipamento em um trator que monitora se ele para ou quebra de modo a permitir uma manutenção rápida. Inserir pequenos aparelhos no solo para ter indicadores para o plantio, como por exemplo, o nível de umidade. Essas são algumas das aplicações da chamada Internet das Coisas (IdC) que começam a ser implantadas em projetos no campo.

A IdC (ou IoT, sigla em inglês para “Internet of Things) é um nome dado a um conjunto de tecnologias que permite um monitoramento mais eficiente, em diversas áreas e em tempo real por meio de dinâmicas de comunicação máquina a máquina com diversas finalidades, como elevar a capacidade de monitoramento e controle sobre uma determinada atividade, como nos exemplos citados acima.

Essas tecnologias trazem novas possibilidades na gestão da produção rural. Satélites com serviços mais acessíveis viabilizam o monitoramento de lavouras. Colheitadeiras modernas permitem saber a produtividade por talhão (unidade por área). Soluções de irrigação inteligente avaliam o nível de água no solo para evitar desperdício e diminuir gastos.

Segundo a chefe-geral da unidade de informática agropecuária da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, embora várias dessas tecnologias estejam começando a ser adotadas no Brasil, o país ainda está em um estágio inicial no emprego de IdC no campo e tem como desafio integrar os projetos e soluções sendo utilizadas.

“O desafio nosso é o fato de que você já tem vários tipos de dispositivos. Mas não tem ainda estes conectados ou porque não tem conectividade no campo ou porque os dados são heterogêneos ou porque não tem forma de integrar em aplicação”, explica a chefe da Embrapa. Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2018, do Comitê Gestor da Internet, enquanto o percentual de brasileiros conectados nos centros urbanos chega a 80%, nas áreas rurais ele fica em 59%.

Projetos-piloto

Um dos projetos-piloto em desenvolvimento pela Embrapa tem como foco o monitoramento de pragas e doenças. Por meio do monitoramento e previsão do clima com o uso de estações meteorológicas o objetivo é evitar a incidência de ferrugem asiática na soja. “O sistema vai receber a data mais certa para aplicar o defensivo dependendo do clima, cruzando com dados da doença. Vamos medir se isso realmente ajudou a reduzir custo e aumentou produtividade”, explica Silvia Massruhá.

Outro projeto, também coordenado pela empresa pública, envolve a otimização de formas denominadas no setor de “integração lavoura, pecuária e floresta”. Um produtor de soja, por exemplo, que planta durante três meses fica com a área ociosa no restante do ano. Ele poderia, com auxílio das tecnologias, encontrar outros usos para o solo, como o plantio de pastagem para a criação de gado. Ao lado do pasto poderia ser plantado eucalipto, o que possibilita sombra para os animais.

Os sistemas de Internet das Coisas no projeto-piloto vão medir diversos aspectos dessa integração. É o caso dos níveis de adubação do solo. Os bois terão chips implantados e por meio desse equipamento e outros (como balanças) será realizado um cruzamento de dados com outros aspectos, como alimentação, para identificar o seu desenvolvimento e a melhor hora do abate. O teste será realizado com produtores em cinco estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Piauí.

No Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, um terceiro projeto-piloto busca otimizar a produção de leite, com procedimentos como o monitoramento da alimentação dos bois e a automatizando da ordenha. Ao fim, o leite será comparado com outros sem a adoção dessas tecnologias para avaliar se essas soluções geraram melhoria da quantidade e da qualidade do produto.

O centro de desenvolvimento de tecnologia CPQD conduz um projeto com uma empresa agropecuária instalando sensores em tratores e outros equipamentos com o propósito de monitorar o desempenho das máquinas. O sistema vai acompanhar a distância rodada, o consumo de combustível e eventuais problemas de modo a identificar demandas de manutenção.

“Imagina se você está no meio do campo e a máquina quebra. O produtor tem que parar a colheita, remover a máquina e mandar outra. Se for possível pegar todos os dados dela e prever que ela tem possibilidade muito grande de quebrar, a pessoa poderá encaminhar pra manutenção antes que ocorra alguma coisa”, explica o diretor de inovação do CPQD, Paulo Curado.

Políticas públicas

A agropecuária é apontada por pesquisadores, empresários e autoridades como um dos setores onde as tecnologias de Internet das Coisas vêm obtendo evolução mais rápida. “Tem muito potencial no Brasil na parte de agricultura. É uma das áreas prioritárias e que vem forte nos próximos anos”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), Flávio Maeda.

A área foi escolhida como uma das prioritárias no Plano Nacional de Internet das Coisas, lançado em junho. O documento aponta diretrizes genéricas, sem entrar nos detalhes de que medidas serão adotadas por órgãos estatais para estimular essas tecnologias no campo.

A elaboração de propostas e projetos ficará a cargo de um grupo criado para esta finalidade, denominado Câmara Agro 4.0. Encabeçado pelos ministérios da Agricultura (Mapa) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), contará também com a participação de outros órgãos, de pesquisadores e de associações e empresas do setor no país.

Segundo o secretário de inovação, desenvolvimento rural e irrigação do Mapa, Fernando Camargo, os integrantes vão avaliar ações em diversas frentes. A mais importante será a ampliação da conectividade nas áreas rurais, dada a extensão territorial e o contingente de pessoas ainda fora da Internet nesses locais. Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2017, do Comitê Gestor da Internet, enquanto o índice de lares com acesso à web é de 65% nas regiões urbanas, nas rurais ele cai para 34%.

A Câmara também deverá se debruçar sobre programas para fomento à aquisição e difusão de tecnologias inovadoras. Dentre essas, um dos intuitos é estimular a criação e o crescimento das empresas de base tecnológica, também conhecidas como startups. O objetivo com a disseminação dessas soluções técnicas é ampliar a produtividade no campo. “Precisamos incentivar novas empresas, startups, para aumentar cadeia produtiva dentro da área do agronegócio”, defendeu o titular do MCTIC, Marcos Pontes, no evento de lançamento da Câmara.

Fonte: Agencia Brasil
11 de setembro de 2019 às 08h44

Para salvar as abelhas é preciso mudar colmeias

A diminuição de quase 40% no número mundial da população dos principais polinizadores, as abelhas, está exigindo que se criem mais colmeias diferenciadas para “salvar” esses insetos. Foi isso que informou o especialista Derkel Mitchell, em um artigo que foi publicado no portal The Conversation.

Além disso, ele explica que é preciso que a apicultura utilize técnicas modernas para proteger as suas abelhas, como o monitoramento daquelas que vivem em locais muito diferentes do seu habitat natural. Mitchell é especialista no assunto, tendo dedicado anos de sua vida acompanhando a apicultura.

“Há alguns anos, demonstrei que as perdas de calor das colmeias artificiais, ou seja, aquelas feitas pelo homem, são muitas vezes maiores do que os seus ninhos na natureza. Agora, usando técnicas de engenharia é possível encontrar mais facilmente esses problemas. É possível notar que o desenho atual das colmeias artificiais também cria níveis de umidade mais baixos, que favorecem parasitas predadores dos insetos”, comenta.

Isso porque, os ninhos naturais que são formados dentro das cavidades das árvores criam altos níveis de umidade, onde as abelhas conseguem evitar que esses parasitas se reproduzam, podendo estragar a qualidade de vida da colmeia, ou até dizimar a população. “Podemos ver a qualidade das abelhas na sua capacidade diferenciada de escolher ninhos maiores ou menores, dependendo das características do ambiente e também das próprias características dos polinizadores para aquele local específico”, conclui o especialista, em sua publicação.

Manejo pré-plantio e integrado: soluções contra o capim-amargoso

Por: AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA 
Publicado em 19/12/2018 às 23:55h

Conheça as estratégias contra daninhas resistentes

O produtor que faz o plantio da soja tem neste período uma tarefa essencial: fazer o manejo pré-plantio, de forma eficiente, para o controle de plantas daninhas. É antes da emergência da cultura que esta ação preventiva ajuda a evitar perdas em produtividade, que podem chegar a até 70% da lavoura, segundo dados da Embrapa Soja. 

O uso combinado de herbicidas, com mecanismos de ação diferentes e aplicações em momentos distintos e de forma sequencial ou rotacionada, oferece maiores chances de sucesso no controle do capim-amargoso (Digitaria insularis). 

O essencial é diversificar estes produtos dentro de um programa de aplicações. “Usar apenas o glifosato para controlar o amargoso não é o ideal. A repetição dessa prática de controle selecionou populações resistentes, que uma vez presentes na lavoura, causam a mato-competição, um problema na certa para o agricultor”, explica Eduardo Ozorio, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos na área de Herbicidas da Syngenta. 

Raio-X do amargoso

O capim-amargoso é adaptável a climas e solos variados e se desenvolve com facilidade na maioria das regiões do Brasil, principalmente no cerrado brasileiro. A planta daninha pode alcançar até 1,5 m de altura e o prejuízo varia de acordo com a densidade desta erva na lavoura. “Pelo que temos observado no campo, o amargoso deve se tornar o principal problema do produtor nos próximos anos quando falamos de plantas daninhas”, diz Eduardo Ozorio.

O amargoso é uma planta perene que, uma vez estabelecida com a formação de rizomas e touceiras, apresenta uma grande dificuldade de controle. Ele compete diretamente com a cultura por luz, água e nutrientes do solo. Ele se espalha com rapidez pelo vento e também pode ser transportado no maquinário. Além disso, a reprodução por sementes  facilita a proliferação. Cada planta pode ter até 50 mil sementes, segundo a Embrapa.

Por ser de origem tropical, o capim-amargoso se adapta ao clima da maioria das regiões produtoras do país e nasce praticamente o ano inteiro. Ele está presente principalmente nas lavouras de milho, soja e algodão. 

Lavoura Limpa

Para enfrentar problemas como o aumento de plantas resistentes ao glifosato e promover o manejo correto de plantas daninhas, como o capim-amargoso, a Syngenta dispõe de uma combinação de soluções que contribuem para o aumento da produtividade. 

Elas integram o Programa Lavoura Limpa, que reúne a eficiência tecnológica de herbicidas em um programa de manejo e monitoramento das plantas infestantes. O grande diferencial  do programa é justamente o controle em diferentes momentos e com herbicidas com modos de ação distintos, incluindo pós e pré-emergentes, resultando em um controle eficaz e que também impede a competição inicial da lavoura com a planta daninha.

No Lavoura Limpa, a orientação para o controle do capim-amargoso é fazer o manejo antecipado, em um período que varia de 10 a 15 antes do plantio da soja, com o uso combinado de Viance (cletodim) e Zapp QI (glifosato), pós-emergentes, com ação sistêmica. Posteriormente, é necessário realizar uma aplicação sequencial, no pré-plantio, 0 a 3 dias antes da semeadura da cultura, combinando produtos de contato e de pré-emergência, explica Eduardo Ozorio.

Neste caso, a Syngenta orienta o uso do Gramocil, que é um produto de contato, com ação em pós-emergência e do Dual Gold, que atua na pré-emergência e que complementa essa aplicação, sendo eficiente no controle das plantas daninhas que poderiam emergir junto com a cultura. “O Dual Gold pode ser aplicado em diversas culturas além da soja, como milho, algodão, cana-de-açúcar e feijão entre outras. Ele é altamente seletivo e possui um efeito residual de longo prazo”, lembra Eduardo. 

Para quem já fez o plantio e enfrenta problemas com o amargoso dentro da soja, a orientação é entrar diretamente com a aplicação de Viance (cletodim) e Zapp QI (glifosato). “O produtor deve sempre seguir o calendário, respeitando os diferentes momentos e modos de ação de cada produto e fazendo esse manejo de forma integrada, para que todos se complementem e tenham ações eficientes”, diz Eduardo Ozorio. 

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Agronegócio ganha apoio vindo dos céus

or: SNA – SOCIEDADE NACIONAL DE AGRICULTURA
Publicado em 24/12/2018 às 17:56h

Imagens espaciais serão utilizadas nos estudos da produção de alimentos

O agronegócio brasileiro ganhou um precioso apoio vindo das alturas. Cooperação entre a Embrapa e a Força Aérea Brasileira (FAB) vai viabilizar a operação do Carponis-1, satélite brasileiro de alta resolução, capaz de gerar imagens com detalhes de até 70 cm e de dar uma volta ao redor do planeta a cada uma hora e meia.

As imagens espaciais serão utilizadas nos estudos da produção de alimentos, fibras e energia no País. A Embrapa Territorial   (SP) utiliza imagens de satélites em seus trabalhos há quase 30 anos. No entanto, a dependência de imagens de alta resolução adquiridas por satélites controlados por outros países impõe limitações, além de custos elevados.

De acordo com o tenente Bruno Mattos, da FAB, o satélite brasileiro tem potencial para gerar uma economia de mais de 75% no custo por quilômetro quadrado das imagens, em comparação aos valores pagos pelo governo em licitações.

Até então, trabalhava-se com as imagens que estão disponíveis nos catálogos das empresas que as comercializam. Outra possibilidade é encomendar os registros, porém, isso demanda tempo entre a solicitação e a entrega.

A operação de um satélite pelo Brasil possibilitará mais autonomia e rapidez. “Poderemos programar e direcionar o satélite para aquisição de imagens de alvos específicos. Isso evitará a compra de imagens obsoletas e otimizará o tempo de resposta no recebimento dessas imagens”, observa a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, Lucíola Magalhães. Ela também é membro do Grupo de Assessoramento da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistema Espaciais, colegiado que articula o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE).

ILPF e aquicultura

O diferencial do Carponis-1 está na alta resolução espacial e temporal. A previsão é que os sensores acoplados ao satélite gerem imagens nítidas abaixo de um metro e com intervalo de três a cinco dias. Hoje, o Brasil opera apenas um sistema espacial, em parceria com a China. Mas a melhor resolução obtida a partir dele é de cinco metros e intervalo de até 26 dias entre os registros.

Para se ter uma ideia do ganho com a escala submétrica, nas imagens com resolução de quatro metros, cada pixel equivale a uma área de 16 metros quadrados. Já as de um metro de resolução refletem 1 metro quadrado por pixel. Com imagens melhores e mais facilmente disponíveis, a Embrapa Territorial espera avançar, por exemplo, no monitoramento das áreas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), sistema produtivo em expansão no País.

“É muito difícil com satélites de média resolução conseguir identificá-las. Mesmo com os de alta resolução, esse mapeamento não vai ser uma tarefa simples”, adianta Magalhães.

Os trabalhos com aquicultura também seriam beneficiados com um satélite brasileiro de alta resolução. Atualmente, a Embrapa está desenvolvendo um sistema de inteligência territorial estratégico para o segmento. O primeiro passo é identificar, em imagens espaciais, a localização dos tanques escavados para criação de animais aquáticos.

“Quando você trabalha com imagens de média ou baixa resolução, é difícil ter certeza de que determinado ponto corresponde a um tanque para aquicultura, tendo em vista os diferentes tipos existentes”, conta a chefe-adjunta. A expectativa é que, com material de melhor definição, o trabalho ganhe assertividade.

Registrado primeiro biofertilizante do Brasil

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems
Publicado em 20/12/2018 às 11:34h

Produzido por meio da fermentação biológica do melaço de cana

Foi registrado pela empresa brasileira Microquimica o primeiro “biofertilizante” desenvolvido no País. Trata-se do Vorax (L-glutâmico), produto com ação bioestimulante produzido a partir de um processo de fabricação envolvendo fermentação biológica.

O diretor técnico da empresa, Roberto Berwanger Batista, revela que o registro não é um marco apenas para a Microquimica: “É também para a agricultura brasileira e para o setor de fertilizantes, pois abre oficialmente uma nova classe de produtos regulamentados para uso no país, que auxiliam as plantas a expressarem seu potencial produtivo e adicionalmente ajudam a tornar a agricultura mais sustentável”

Ele revela que o processo levou mais de cinco anos para ser concluído, com muitas pesquisas em várias culturas e alto investimento.  “Temos ensaios agronômicos que posicionaram o Vorax em 10 cultivos agrícolas diferentes, que atestam sua eficiência, trazendo grande segurança ao agricultor e ótimos retornos financeiros”.

O biofertilizante Vorax é produzido por meio da fermentação biológica do melaço de cana para estimular o metabolismo das plantas e reduzir perdas de produtividade. Sua dose é bastante reduzida e seus efeitos nas plantas é diferente dos fertilizantes convencionais, que se baseiam nas quantidades necessárias de nutrientes.

Batista destaca que o principal ingrediente ativo do produto, o aminoácido chamado ácido L-glutâmico, age diretamente no metabolismo vegetal. “Esses efeitos são bastante diferentes dos nutricionais e são observados com doses muito baixas de aplicação. As doses variam de 30 a 100 ml por hectare e ativam três metabolismos nas plantas, do nitrogênio, do carbono e o oxidativo, gerando maior crescimento e produtividade”, conta Batista, que afirma que este é o grande diferencial do produto, que motivou a busca do enquadramento na classe adequada. “E essa classe é a de Biofertilizantes, não a de Fertilizantes”.

A Microquimica revela que investiu perto de R$ 1 milhão em pesquisas, análises e estrutura ao longo desse processo de registro. “Esse valor é algo impensável em se tratando de fertilizantes, onde os registros são obtidos praticamente sem custos inerentes ao processo. Por isso o registro é bastante relevante para nós, pois nos mostra que com nossa convicção e resiliência, finalmente, chegamos ao resultado que pretendíamos”, diz Batista.

De acordo com ele, com o registro, as vendas também devem ser bastante expressivas: “Como atuamos em praticamente todo o país, nas principais culturas, nossa expectativa é tratar, já na safra 2018\2019, até um milhão de hectares, com maior peso da cultura da soja, onde temos 28 trabalhos, com incremento médio de cinco sacos por hectare, frente um custo adicional, de cerca, de 17 kg de grãos de soja. É um retorno acima de 20 vezes o investimento, bastante vantajoso para o produtor rural”.

Embrapa registra nematoide para controle biológico

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems
Publicado em 19/12/2018 às 14:20h

O produto foi registrado na categoria “Agricultura Orgânica – Produtos Fitossanitários com Uso Aprovado para a Agricultura Orgânica”

O nematoide Deladenus siricidicola, que é principal forma de combate à vespa-da-madeira, conseguiu o seu registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Agora chamado comercialmente de Nematec, o novo produto promete um controle eficáz a esta praga que está causando prejuízos em vários dos plantios de pínus no país,

De acordo com Marcelo Bressan, Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Mapa, o processo de registro levou seis anos e passou por diversas fases de análise. “A ação da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para registrar o produto demonstra a seriedade do trabalho em cumprimento à legislação brasileira, além de ser um ponto importante para ajudar a difundir a tecnologia, que agora possui rótulo, bula com indicação de uso, entre outros requisitos importantes”, comenta. 

Segundo as informações divulgadas pela Embrapa, o produto foi registrado na categoria “Agricultura Orgânica – Produtos Fitossanitários com Uso Aprovado para a Agricultura Orgânica”. Nesse cenário, o Mapa informou que “os agrotóxicos ou afins que tiverem em sua composição apenas produtos permitidos na legislação de orgânicos, recebem, após o devido registro, a denominação de produtos fitossanitários com uso aprovado para a agricultura orgânica”. 

O Chefe-geral da Embrapa Florestas, Edson Tadeu Iede, ressalta a importância dessa aprovação dizendo que a vespa-da-madeira é a principal praga de plantios de pinus no País. “Chegamos a uma média de 70% de parasitismo da praga e, em alguns locais, a até 100%. O uso do Nematec é extremamente eficaz, além de não prejudicar o meio ambiente”, indica.