NOVOS DIRETORES

Os Engenheiros Agrônomos Ana Maria Pereira de Faria e Ítalo Augusto  Alberio foram eleitos e empossados no dia 11 de fevereiro como Vice Presidente e Diretor Administrativo da AEAPA, respectivamente, em razão da vacância desses cargos pelo falecimento do Vice Presidente Eng. Agr. Moisés Moreira dos Santos e pelo pedido de afastamento formalizado pela Diretora Administrativa Eng. Agr. Bruna Oliveira.

REUNIÃO DE ASSOCIAÇÕES

Coordenada pelo Presidente da CONFAEAB, Eng. Agr. Kleber Santos foi realizada de forma virtual reunião dos Presidentes das Associações de Engenheiros Agrônomos da Região Norte. Na oportunidade cada presidente fez um breve relato da realidade da associação que comanda, apontando a necessidade de algumas iniciativas visando o fortalecimento da categoria agronômica e a sustentabilidade das associações. O presidente da CONFAEAB informou sobre a reforma do estatuto da CONFAEAB e a organização do XXXII Congresso Brasileiro de Agronomia que será realizado em Florianópolis de 19 a 21 de outubro de 2021.

AUDITORES FISCAIS AGROPECUÁRIOS

O Engenheiro Agrônomo Pedro Paulo da Costa Mota tomou posse como Delegado Sindical junto ao Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários. Também tomaram posse os Engenheiros Agrônomos Amintas de Oliveira Brandão e Francisco Rodrigues Nogueira como Secretário de Administração e Secretário de Finanças, respectivamente, além do Engenheiro Agrônomo Otávio Durans.   Pedro Paulo e Francisco Nogueira integram o Conselho Deliberativo e Amintas Brandão o Conselho Fiscal da AEAPA.  

INDICAÇÃO DE CONSELHEIROS

A AEAPA indicou como seus representantes no Plenário do CREA-PARÁ para o triênio 2021/2023 os Eng. Agrônomos José Megale Filho e Kepler José Braun Guimarães Conselheiros Titulares que terão como Suplentes, respectivamente, os Engenheiros Agrônomos Ivaldo Santos de Santana e Layse Goretti Bastos Barbosa. Também foi indicado o Eng. Agr. Elias da Silva Lima como Suplente do Conselheiro Dilson Augusto Capucho Frazão. Todos foram eleitos pelo Conselho Deliberativo conforme prevê o Estatuto.

Alysson Paolinelli e a esperança do Nobel Brasileiro

O Prêmio Nobel é uma das condecorações de maior prestígio em todo o mundo, fruto de decisão do sueco Alfred Nobel, de que a maior parte da sua fortuna deveria ser destinada a reconhecer, anualmente, pessoas e organizações com contribuições destacadas à humanidade. A primeira premiação aconteceu em dezembro de 1901, cinco anos após sua morte, reconhecendo progressos na física, química, fisiologia ou medicina, literatura e paz. Em 1969, um outro prêmio na área de Ciências Econômicas foi estabelecido e passou a ser apresentado na cerimônia anual do prêmio.

Vários brasileiros foram lembrados através dos anos no concorrido processo de escolha dos agraciados. Apesar de o país ter estado constantemente na lista dos favoritos pela sua rica literatura, com gigantes como Carlos Drummond de Andrade e Jorge Amado, foi na física que um brasileiro esteve muito próximo de arrebatar o prêmio. O físico César Lattes participou, aos 23 anos de idade, da descoberta de uma partícula do núcleo dos átomos — o méson pi —, feito que rendeu a Cecil Powell, o autor principal do artigo que descreveu o feito, o Prêmio Nobel de Física, em 1950. Infelizmente, até 1960, o Comitê do Nobel só concedia o prêmio ao líder do grupo de pesquisa.

Além da literatura e da física, o Brasil foi também lembrado através da agricultura, com a agrônoma de origem tcheca, naturalizada brasileira, Johanna Dobereiner, indicada ao Prêmio Nobel de Química, em 1997, pelas suas contribuições ao desenvolvimento da agricultura tropical e à segurança alimentar global. Como pesquisadora da Embrapa, ela se dedicou ao estudo de bactérias capazes de captar o nitrogênio do ar e transformá-lo em compostos assimiláveis pelas plantas. Seus estudos permitiram a substituição de adubos químicos nitrogenados nas lavouras, com enormes impactos econômicos e ambientais.PUBLICIDADE

E é por meio da agricultura que vemos reacender a esperança de um Prêmio Nobel ser finalmente concedido a um brasileiro. O agrônomo mineiro Alysson Paolinelli, nosso ministro da Agricultura entre 1974 e 1979, considerado o pai da moderna agricultura brasileira, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2021. Caso esse sonho se concretize, Paolinelli terá seguido trajetória semelhante à de outro agrônomo ilustre, Norman Borlaug — Prêmio Nobel da Paz em 1970, principal responsável pela Revolução Verde, que na segunda metade do século 20 impulsionou a produção de alimentos pela introdução de variedades e práticas agrícolas modernas, que eliminaram o espectro da fome para milhões de pessoas em todo o mundo.

Borlaug, falecido em 2009, visitou o Brasil diversas vezes e se maravilhou com a revolução agrícola iniciada, aqui, por Paolinelli, nos anos 1970. Em suas andanças pelo mundo, ele não se cansava de dizer que via o Brasil como o palco da segunda Revolução Verde da humanidade, em especial, pela transformação dos cerrados, com seus solos improdutivos, pobres e ácidos, em uma das mais pujantes áreas agrícolas mundo. Alysson Paolinelli foi um dos principais arquitetos dessa transformação, promovendo, enquanto ministro da Agricultura, a expansão e o fortalecimento da pesquisa agropecuária e a disseminação de conhecimento e tecnologias adaptados aos trópicos, por meio da Embrapa, da Embrater e das universidades agrárias.

Um visionário, Paolinelli percebeu que um país continental como o Brasil demandava arrojados investimentos em expansão e modernização agrícola e que a superação dos nossos desafios se daria mais rapidamente com instituições fortalecidas, formação de recursos humanos, políticas públicas ousadas e cooperação internacional. A Revolução Agrícola lançada e liderada por ele produziu frutos extraordinários em pouco mais de quatro décadas. O Brasil dos anos 1970, marcado pela insegurança alimentar, obrigado a comprar lá fora um terço dos alimentos de que precisava, tornou-se um grande provedor de alimentos para o mundo, exportando para mais de 150 países e reduzindo quase à metade o custo da alimentação no orçamento dos brasileiros.

Aos 84 anos, Paolinelli segue mais ativo que nunca, colocando toda a sua experiência a serviço de mais uma grande revolução, centrada na ampliação do conhecimento dos biomas tropicais e no desenvolvimento de soluções tecnológicas que nos permitam usar os recursos naturais de forma inteligente e durável. Durável a ponto de alcançarmos 2050 capazes de atender sem apertos às projeções de crescimento na demanda global de alimentos. Uma revolução que já rende frutos e promete ampliar o protagonismo e a visibilidade do Brasil como promotor da segurança alimentar global, contribuindo ainda para a mitigação dos males ambientais que ameaçam o nosso futuro.

Ao lembrar sua extraordinária trajetória, Paolinelli costuma dizer que “o interior do Brasil já foi conhecido como ‘terras-de-fazer-longe’, ou terras que mais serviam para aumentar distâncias que para produzir progresso”. É seu jeito de lembrar o Brasil de pouco mais de quatro décadas atrás, país continental, onde colocar comida na mesa custava perto de 45% da renda das famílias. Faz, portanto, todo sentido que o nosso agrônomo mais ilustre, unanimemente reconhecido pelas extraordinárias contribuições à segurança alimentar global, seja um forte concorrente ao Prêmio Nobel da Paz. Como sabiamente confirma um dos líderes da sua indicação, o ex-ministro Roberto Rodrigues: “Paolinelli é o visionário da maior revolução agrícola tropical sustentável, um grande construtor da paz, pois alimento é paz, sustentabilidade é paz”.

Autor:
Maurício Antônio Lopes.
Pesquisador da Embrapa.

Artigo publicado no Correio Brasiliense.

Portaria estabelece novas regras para o Zoneamento Agrícola de Risco Climático

Objetivo é evitar alterações intempestivas no Zarc e regulamentar a participação de agentes externos na formulação e aperfeiçoamento do zoneamento .

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta quarta-feira (30) a Portaria nº 412, que estabelece as regras de participação na formulação ou aperfeiçoamento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático do Mapa e a forma da publicação do Zarc. 

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é um instrumento técnico-científico que indica a melhor época de plano das culturas para cada município, correlacionada ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua capacidade de retenção de água. O Zarc leva em consideração séries agroclimáticas históricas de, no mínimo, 15 anos, e análise de probabilidades, com o objetivo de minimizar as chances de adversidades climáticas coincidirem com a fase mais sensível das culturas. 

A medida prevista na portaria visa regulamentar, por meio da apresentação de propostas e da participação de agentes externos no processo de validação dos estudos de Zarc, o envolvimento de representantes de entidades públicas, privadas e dos produtores rurais em uma importante fase anterior a publicação oficial do Zarc. Assim, os resultados publicados devem ter uma maior correlação com a realidade de cada região. 

A portaria estabelece que os elementos originais integrantes do Zarc não serão alterados após a sua divulgação. Essa medida reforça a importância do zoneamento como estudo técnico-científico, evitando que os elementos: municípios indicados, datas de plantio e riscos agroclimáticos, sejam alterados intempestivamente. 

Além disso, as propostas que envolvam alterações de Zarc já divulgado serão avaliadas para as safras seguintes. Toda proposta de alteração do zoneamento que necessitar de estudos pode entrar no planejamento das demandas do Zarc e, conforme a nova regra, precisa respeitar um período mínimo de 12 meses para a avaliação técnica da proposta. “Pedidos intempestivos de alteração de Zarc colocavam em risco esse instrumento científico. A portaria esclarece a forma e os prazos para as instituições e produtores rurais fazerem essas solicitações”, explica o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola. 

O diretor afirma que as alterações nos elementos originais integrantes do Zarc sem estudos técnicos que as fundamentem trazem também riscos para o sistema de seguro rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). “Os riscos cobertos e a estrutura de cálculo atuarial das taxas de prêmio do seguro rural e das alíquotas de adicional do Proagro consideram o zoneamento vigente”, finaliza.  

O Zarc continuará sendo divulgado por meio de portarias da Secretaria de Política Agrícola, no Diário Oficial da União e no painel indicativo de riscos agroclimáticos, disponível no site do Mapa. Além disso, serão mantidas as reuniões de validação de Zarc, realizadas anualmente para culturas e sistemas de produção que estejam passando por revisão de metodologia ou criação de novo zoneamento. Em 2020, 11 culturas passaram por processo de validação, no total foram 58 reuniões por sistema de videoconferência, com 2.032 participantes. 

Para maiores informações, a SPA disponibiliza o e-mail para contato: zoneamento@agricultura.gov.br 

Fonte: site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

Engenheiro Agrônomo é indicado ao Prêmio Nobel.

O Engenheiro Agrônomo Alysson Paolinelli está sendo indicado para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz em campanha coordenada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) e com apoio de várias intuições.

Graduado em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura de Lavras em 1959, Alysson foi ministro da agricultura (1974-1979) e um dos atores da revolução do setor agropecuário brasileiro através da construção e fortalecimento das instituições de pesquisa capitaneado pela Embrapa.

As inovações produzidas pela pesquisa agropecuária pública resultaram na mudança de um país importador de alimentos, para se tornar um dos maiores produtores mundiais de proteína animal e vegetal, com superávits recordes na balança comercial brasileira.

Em 2006 ganhou o prêmio World Food Prize, prêmio equivalente ao Nobel da alimentação. Alysson foi deputado federal constituinte eleito em 1986, Presidente da Confederação Nacional da Agricultura CNA. Atualmente é Presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (ABRAMILHO), Terceiro Titular da Cátedra da Luiz de Queiroz Esalq-USP (2020-2021) e Presidente da Academia Brasileira de Ciências Agronômicas (ABCA), entidade que reúne Engenheiros Agrônomos com relevantes serviços prestados ao fortalecimento da classe agronômica e progresso da agropecuária brasileira.

O ex-Ministro Alysson Paolinelli tem participado das atividades da CONFAEAB como o CBA Rio 2019 (foto), a LIVE do Dia do Engenheiro Agrônomo em outubro 2020 e apoiado a parceria da ABCA com a CONFAEAB.

Alysson Paolinelli tem sido um colaborador na discussão sobre fortalecimento das instituições públicas, sustentabilidade da agricultura, pesquisa e inovação na agricultura tropical.

RETORNO

O cadastro da AEAPA registra elevado número de associados que por alguma razão se afastaram. Desejosa de tê-los de volta, a Diretoria convida esses colegas a entrarem em contato com a Secretaria da Associação atraves do E-mail: aeapa10@gmail.com ou pelo telefone (91)3226-6007 e encontrarão todas as facilidades seus retornos. Seja mais um a participar da construção dos novos rumos que a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Pará – AEAPA está começando a trilhar.

55 Anos da EMATER-PARÁ.

O mês de dezembro marca dois acontecimentos de grande relevância para a Agropecuária Brasileira: os 55 anos de criação da EMATER-PARÁ e o dia do Extensionista Rural. A AEAPA se congratula com a Emater que ao longo desses anos, presta inestimáveis serviços ao Brasil, particularmente ao Estado do Pará e aos Extencionistas Rurais que não medem esforços para ultrapassarem grandes obstáculos no cumprimento da nobre missão em busca da melhoria da qualidade de vida dos seus assistidos.

REPRESENTANTES DA AEAPA: CREA-PARÁ

O Conselho Deliberativo da  AEAPA reunido em 19 de novembro de 2020 elegeu os associados José Megale Filho e Kepler Braun como representantes da AEAPA no plenário do CREA-PARÁ para o triênio 2021/2023. Terão como suplentes, respectivamente os associados Ivaldo Santos Santana e Layse Goretti Bastos Barbosa.

A posse ocorrerá no próximo dia 21 de janeiro de 2021 às 19 horas, durante a primeira sessão plenária do CREA.