A Agronomia

Na sua origem, a palavra Agrônomo designava, em Atenas, o magistrado encarregado da administração da periferia agrícola da cidade. Com esse sentido, a palavra passou a outras línguas, já na Idade Média (anos 1300). Na Europa, e na França em particular, o termo AGRÔNOMO surge nos dicionários a partir de meados dos anos 1700, com o sentido de “técnico que entende de agricultura” ou “aquele que escreve sobre agronomia”. Nesta época surge também a expressão “agricultor físico” significando “aquele que estuda cientificamente a natureza”.

A palavra agronomia se impõe mais lentamente que o termo agrônomo. Lavoisier, que demonstrou um senso aguçado em relação aos problemas agronômicos de sua época, utilizou unicamente o termo “economia política”, visto ao amplo sentido dado na época ao termo agronomia, comportando o comércio e o ofício da agronomia. A agronomia torna-se “oficial” primeiramente na Europa, em 1848, com a Fundação na França do Instituto Nacional Agronômico de Versailles (1848-1852).

Porém, a prática da agricultura tem mais de 10 mil anos e é por causa dela que a humanidade chegou aonde chegou. Ao deixar de ser apenas coletor e caçador e passar a produzir seu próprio alimento, talvez o ser humano tenha dado seu mais importante passo sobre a face da Terra. Se antes os homens gastavam todo o seu tempo e preocupação para procurar o que comer, com a agricultura, uns tantos puderam produzir alimento para os demais e com isso sobrou tempo livre para se criarem novas atividades, instrumentos, tecnologias e ainda diferentes formas de organização social. Já a agronomia foi organizada há cerca de 200 anos, apenas com a atribuição de estudar cientificamente a agricultura e também abastecer uma sociedade cada vez mais urbanizada. Em menos de dois séculos, a agronomia contribuiu para uma profunda alteração nas formas de produção agrícola. De prática e saber milenares que visavam sustentar a vida humana com produção de alimentos, a agricultura passou a ser um sistema intricado de relações e negócios, que objetiva agora não apenas produzir alimentos, mas mercadoria agrícola e lucro.